21 setembro 2009

Dicionários de Paulistanês e Paulistês

SÃO PAULO,SÃO PAULO (PREMEDITANDO O BREQUE)















MAPAS DO BRASIL SEGUNDO PAULISTANOS E PAULISTAS EM GERAL




























































































































































































DICIONÁRIO DE PAULISTANÊS



Abraça: Desista; abrir mão de algo.

Aeroporto: Programa favorito dos paulistanos: ver avião subir e descer (o que é errado,porque avião decola e pousa).

A fila anda: Termo muito usado após o término de um relacionamento. Significa dar continuidade à sua vida.

Aí manu, tá mi tirano?: Expressa a desconfiança de que está sendo sacaneado.

Bexiga: Balão de festa.

Bolacha: Biscoito;lésbica.

Bumba,Busão: Ônibus.

Cara: Qualquer pessoa.

Carioquinha: Feijão marrom.

Carta: Carteira de motorista.

Cê: Você.

Ceeerto: Expressa afirmação ou dúvida.

Chôps: Chope, com o detalhe que é sempre só uma tulipa. Rara palavra paulistana com “S”.

Colar lá: Aparecer em determinado local.

Curíntia: Corinthians.

Curíntiânú: Torcedor do Corinthians.

Cuzão: Fanfarrão.

Da Hora: Legal.

Dar área: Ir embora.

Deitou: arrasou, abalou,

Deu pra fazê?: Entendeu?

Diassim: Explica como algo flui. É assim.

E aê, chega ai truta, colé as treta?; E aí manu, firrmezza?; E aee rapá: Oi, amigo como estás?; Oi, tudo bem?

Farol: Sinal;semáforo.

Frigidaire: Qualquer geladeira.

Gente fina: Pessoa agradável, de fácil convivência.

Guia: Meio-fio.

Holerite; Hollerith: Contracheque.

Inteinndeu?: Entendeu?

Léro: Mentira.

Mano: Amigo,irmão, amigo, camarada, colega.

Marcelinho: Carioca aceito pelos paulistanos.

Marginais: Avenidas; Cariocas.

Marronzinho: Funcionário da CET,que cuida do trânsito.

Mili duk: “Nossa, há quanto tempo não te vejo!”

Mina: Garota, menina, amiga,namorada..

Meloso: Doce de leite.

Meu: Cara;usada também para qualquer outro ser,e ainda como início,vírgula, ponto-e-vírgula e ponto final nas frases.

Minhocão: Via expressa elevada que cruza São Paulo.

Naonde: Aonde.

Nimim: Em mim.

Ô, véi!: Interjeição usada para chamar a atenção de alguém.

Ôrra, Meu!: Porra,cara!

Pagar pau: Interessado em alguém.

Pebolim ;Penbolim: Futebol De Mesa.

Pizza: Sempre sem catchup e mostarda, que isso é coisa de carioca.

Praia: Qualquer cidade ou localidade do Litoral, mesmo que a 10km de distância da praia propriamente dita,ou seja, terminou a Anchieta, é praia, mesmo que seja em Cubatão.

Puta: Traduz intensidade,quantidade,tamanho;elogio ao trabalho de alguém ou a um objeto.

Puta, meu!: Putz!

Putz ou Putzgrila: Interjeição que indica surpresa, espanto.

Rashei : Morri de rir.

Rodízio: Tem de vários tipos, até de carro.

Sacaram?: Compreenderam, entenderam?

Sorvete: Picolé e também sorvete de massa.

Shópis: Shopping.

Tá embaçado: A situação está complicada.

Tipassim, nadavê!: Tipo assim,nada a ver.

Tipo: Substitui a vírgula em todas as frases, pelo menos três vezes.

Tuduo Cierrrtuo?: Oi, tudo bem?

Trampo: Local de trabalho.

Truta: Amigo.

Uz cara: Galera.

Vaza daqui: Saia daqui.








Ser Paulistano É


Achar Caetano Veloso e Gilberto Gil mais machos que Chitãozinho e Xororó.

Achar estranho cidades sem McDonald's, Habib's ou Pizza Hut.

Achar estranho uma cidade sem prédios.

Achar linda a natureza do Parque do Ibirapuera.

Achar normal andar com um guia de ruas no porta-luvas do carro.

Achar o Cristo Redentor maior e mais bonito que a Estátua da Liberdade.

Achar o máximo que quase todos os shows internacionais sejam em São Paulo, e ficar puto porque o Rock in Rio,que era no Rio de Janeiro (logo onde,meu!),se mudou pra Lisboa.

Achar que a única universidade boa que existe no Brasil é a USP.

Achar que está só no meio da multidão.

Achar que não tem sotaque nenhum.

Achar que uma casa com piscina é muito luxo.

Adorar andar em shopping, comer em shopping, gastar dinheiro em shopping, e ficar indignado quando viaja para algum lugar em que o único shopping tem apenas um piso,

Ao dirigir, ficar satisfeito quando consegue andar 100 metros sem parar.

Ao ouvir dizer que algum lugar é longe, já pensar em ir de metrô.

Assinar jornais paulistas quando mora longe da cidade ou do estado.

Bater no filho ao descobrir que ele é Flamengo.

Bater papo rápido no ponto de ônibus.

Cantarolar Trem das Onze ou o Hino da Fiel.

Chamar alguém de Meu sem mesmo conhecêlo/a.

Chamar cariocas e gaúchos de viados, sendo que em São Paulo tem a Parada do Orgulho Gay.

Chamar o Rio de Balneário, mas ir lá sempre que possível,é claro.

Chamar o povo do interior de ‘caipira’.

Chamar os amigos dos seus pais de tio e tia.

Chamar Ubatuba de ‘Ubachuva’.

Chegar atrasado no trabalho.

Classificar natureza como substantivo abstrato.

Comer pizza, rodízio de churrasco e tomar sopa de cebola de madrugada.

Comprar lugar marcado e chegar com 10 minutos antes no cinema ou teatro.

Conhecer mais o Guarujá do que São Paulo.

Conhecer pelo menos cinco obras assinadas por Paulo Maluf.

Convidar: ‘Passa lá em casa’, mas nunca dar o endereço.

Cumprimentar os vizinhos apenas com ‘oi’ e ‘tchau’.

Dizer que vai à praia sem especificar qual.

Dizer Vou ao shopping sem ter a mínima idéia de onde vai.

Emocionar-se quando olha para o céu e vê estrelas.

Enfrentar sol, chuva, frio, calor, tudo no mesmo dia e achar legal.

Enquadrar-se em alguma dessas classificações: boy, nerd, surfista,skatista, baiano, ou mano.

Esperar a semana inteira pelo final de semana e quando ele chega, acabar não fazendo ‘nada’.

Evitar o embarque e/ou desembarque em Cumbica,pra não ter que enfrentar horas de engarrafamento no trânsito ao voltar pra casa.

Falar mal da Praia Grande, mas toda virada de ano ficar sem dinheiro e acabar indo para lá.

Fala sobre o tempo para puxar assunto.

Fazer as primeiras amizades no prédio em que mora.

Falar sobre o tempo para puxar assunto.

Fazer compras na Rua José Paulino ou na 25 de Março.

Fazer fila para tudo.

Fazer tudo correndo e ainda achar que nunca há tempo pra nada.

Ficar a temporada no Guarujá, Maresias ou Ubatuba, mesmo com mais chuva do que sol.

Ficar com o coração acelerado quando pára no farol, devido ao medo de assalto ou dos motoqueiros que insistem em arrancar retrovisores ou chutar as portas de veículos em geral.

Ficar indignado quando alguém de fora conhece algo em São Paulo, e você, não.

Ficar uma cara esperando alguém.

Fotografar emocionado a lua cheia quando está fora de São Paulo.

Gostar de São Paulo e achar que a cidade pode piorar, mas,por ser despeitado, sempre dizer que o Rio é pior.

Invejar os cariocas.

Ir às domingueiras ou rodas de pagode.

Ir a outra cidade e ficar indignado com ruas não asfaltadas. Ir para Campos do Jordão no inverno.

Ir ao Morumbi ouvindo a Rádio Rio.

Ir ao shopping e não conseguir parar o carro.

Lanchar em pé no Dá Licença.

Lembrar que, por maior que seja o calor na cidade, o garçom não coloca gelo no seu copo.

Não combinar nada que não vá fazer.

Não conhecer Ipanema, Copacabana, o Cristo Redentor, o Pao de Açúcar e dizer que não faz a mínima questão disso,mas na primeira chance,ir lá pra matar a curiosidade.... e voltar absolutamente encantado.

Não conhecer nem 10% da sua cidade.

Não dispensar o uso de GPS.

Não entender as pessoas de outras cidades que se arrumam para ir ao
McDonald's.

Não importa o tamanho do feriado... sendo feriado, correr pra praia.

Não se contentar com as piscinas de clubes, e ,na primeira oportunidade,correr para a praia.

Não suportar ouvir os R arrastados e os S com som de X do carioca.

Negar sempre o fascínio pelas cariocas.

No carnaval, só querer saber de bagunça.

Odiar carioca.

Odiar o embarque e/ou desembarque em Congonhas, ficar irritadíssimo com o trânsito, mas ter orgulho dele ser um dos mais movimentados e importantes do mundo.

Olhar as pessoas como se fossem de outro planeta.

Ouvir seus amigos comentarem: Mina mó gata, tá ligado?

Passar a semana inteira esperando o fim de semana para se espremer na balada.

Passar da hora trabalhando para não ficar no trânsito,mas encarar o engarrafamento básico depois de sair do escritório.

Passar diariamente na Drogaria São Paulo ou na Droga Raia.

Passear no Ibirapuera, Museu do Ipiranga e no Zoológico.

Pedir ao garçom um chopps e dois pastel, ou um pastéis e duas coca.

Rir do sotaque de todo mundo (gaúcho, carioca, mineiro, nordestino, etc…)

Saber que o Bexiga, vulgarmente conhecido como Bela Vista, é o único bairro onde a torcida do Palmeiras é maior do que a do Corínthians.

Saber que essa é a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo.

Saber que há mais nordestinos em São Paulo do que em todo o Nordeste do país.

Saber que não é nada bom morar na Zona Leste.

Saber que São Paulo é poluída, tem trânsito absolutamente caótico, pessoas correndo por todo o lado,motoqueiros suicidas,assaltantes violentos,gangs de neonazistas e outros grupos que fazem da vida um verdadeiro inferno, mas não deixar de morar lá por nada nesse mundo!

Sair à 1:00 da manhã do sábado de casa sem ter escolhido a balada.

Sair todo agasalhado de manhã, tirar quase tudo à tarde, e pôr tudo de volta à noite.

Se chover, reclamar das enchentes. Senão, reclamar da seca, da falta de água e do excesso de poluição.

Suspirar aliviado depois de uma viagem de ônibus, trem ou metrô.

Ter horror a carioca.

Ter mania de levar o carro para polir no sábado ou no domingo.O carro fica brilhando, só que toda vez que vai sair com ele para passear…. CHOVE.

Ter medo da polícia.

Ter orgulho da Avenida Paulista, mas odiar passar por lá.

Ter os melhores restaurantes do país.

Ter se identificado com o Brizola,mesmo sabendo que ele não era paulista.

Torcer pelo Corinthians, Palmeiras ou São Paulo.

Trabalhar muito a qualquer hora do dia ou da noite,no escritório ou em casa.

Usar “Meu” em praticamente todas as frases.

Ver alguém fazer uma barbeiragem no trânsito e dizer: Ô baianada!

Ver uma pessoa mal- vestida e chamar de ‘baiano’.





E pra quem costuma se confundir, um lembrete: o "Paulistanês" é falado na Capital, enquanto que o "Paulistês" é usado no interior.




DICIONÁRIO DE PAULISTÊS


Ataque de Bicha: Expressa um momento de nervosismo. (Ex.: Ele me deixou tão atarantada, que me deu um ataque de bicha!)

Azesquerda ou Asdereita: Termos utilizados normalmente para definir direções a serem tomadas em algum caminho. (Ex.: Você então vira Azesquerda e depois Asdereita e segue em frente.)

Bico: Cara meio atrapalhado, que faz besteiras freqüentemente. Olhar, avaliar alguma coisa.

Bicão: Aquele que não foi convidado; penetra.

Bissurdo: Absurdo.

Bocó: Pessoa lerda, boba.

Carçá: Comer alguma coisa para matar a fome.

Capetoso: que adora tirar sarro de todo mundo.

Castelá: Dar em cima de uma garota.

Catar Coquinho: Termo utilizado em uma situação em que a pessoa quase cai e consegue se evitar o tombo. Corresponde a “Sair catando cavaco”.

Ceroto: Meleca.

Cê vá i?: Você vai a tal lugar…?

Chovendinho : Chuva fraca, quase uma garoa.

Cornetear: Falar alguma coisa de outra pessoa,fofocar.

Dar Uns Pega: O mesmo que ficar ou tirar um sarro com alguém.

Deusolivre: Afirmação negativa categórica.

Disgracêra: Quando tudo ou algo específico dá errado.

Dormiu no ponto: Bobeou.

Drento:Dentro.

Escuita:Ouça.

Erguida: Bronca.

Espeloteada: Pessoa elétrica que tem temperamento forte, birrenta.

Estorvo: Tudo – inclusive uma pessoa - que atrapalha.

Euhem: Não fazer , participar ou falar algo.

Eu vô í: Eu vou.

Fazer uma fita: Aparecer, chamar a atenção.

Farfanho: Aquilo que entrou meio na lateral (Ex. estacionei de farfanho na rua).

Fervo: Local agitado, festança legal.

Fianco;Isgueio: Algo não aprumado em linha reta.

Fiotão: Pessoa menos preparada, sem experiência, meio boba.

Forfé: Bagunça, agitação.

Fumo: Ir (Ex.: Nóis fumo lá ontem).

Furar Os Zóio: Enganar, tirar vantagem.

Furdunço: Confusão, normalmente relacionada a festas e boates.

Frio Pra Urso: Muito frio.

Frutinha: Gay.

Gorfá: Vomitar.

Lagartear: Morgar.

Manguaça Véia: Expressão utilizada sempre que um indivíduo cai ou tropeça por qualquer motivo.

Melá O Pé; Trincar O Côco: Beber demais.

Migué: Xaveco, paquera, azaração.

Mó: Expressão de grandeza ou intensidade: Muito.

Mocorongo: Otário.

Morgá: Não fazer nada, ficar paradão como um lagarto no sol.

Muquiado: Ficar escondido no canto,à espreita.

Muquifo: Bagunçado.

Namorandinho: Namorar firme.

Nervo: Termo utilizado quando a pessoa está irritada ou nervosa com algo ou alguém.

Óia; Úia: Olhe,veja, preste atenção.

Orêia Sêca: Ignorante, simplório.

Orná: Que combina, fica bom com algo.

Páia: Mentira.

Páiero: Mentiroso.

Pare ô!: Pare com isso!

Paroqueada: Conversa mole, papo-furado.

Pial; Erguida: Levar uma bronca, chamar a atenção de alguém.

Pior que é: É isso mesmo.

Piririca: Aquela sujeira escura que fica nas dobras da pele das crianças depois de brincarem o dia todo na rua.

Pode Erguê: Não vou fazer , nem pensar, de jeito nenhum.

Ponhá: Termo mais usado, e que não existe na Língua Portuguesa, usada no sentido de “colocar” alguma coisa ali ou aqui. “Vou ponhá aquí”.

Pórva:Pessoa ou coisa que não vale nada.

Posá:Pousar,dormir em algum lugar.

Putaquelamerda: Expressão de espanto.

Quaiá o Bico: Dar muita risada.

Reganhera: Moleza, muito sono.

Revertério: Mal-estar.

Sair vazado: Sair rapidamente.

Samiá: Semear.

Sartar de Banda: Cair fora; deixar de fazer algo.

Subir lá em cima / Descer lá em baixo: Pleonasmos viciosos que reforçam afirmações pra garantir que a pessoa realmente suba pra cima e não para baixo, ou desça pra baixo e não para cima.

Treta: Expressão usada quando o indivíduo arruma confusão.

Trincá O Côco: Tomar todas, beber até cair.

Tomar Capote: Cair, escorregar.

Tropinha: Gangue,bando, galera.

Trupicar: Tropicar, tropeçar.

Vaidalá: Vai dar lá. Termo utilizado para informar que um caminho te levará onde você quer ir.(Ex.: E se eu pegar a Rua X , vaidalá ? – Ahh! Vaidalá também )

Vai rendê: Vai dar certo, vai funcionar.

Véia Carçuda: Mãe (Como vai a sua véia carçuda?)

Viela: Eu a vi.

Virô Um Rebosteio: Termo utilizado quando tudo dá errado.

Vô chegando: Vou embora.

Xééé: Nem pensar, de jeito nenhum, de forma alguma.

Zé Ruela: Pessoa que só faz besteira.

Dicionário de Carioquês

MAPAS DO BRASIL SEGUNDO OS CARIOCAS



















































































































DICIONÁRIO DE CARIOQUÊS



Aê
1. Advérbio de lugar ("A parada está por aê)

2. Vocativo genérico ("Aê, tu viu a parada?)

3. [pô ] Partícula composta iniciadora de frase ("Pó, aê, sei lá, bro")


Apaixonar-se: Amar.

Arroz: O que só acompanha. Sujeito que vive rodeado de mulheres, tem muitas amigas, é doido pra ficar com todas, mas não pega nenhuma. Sinônimos: Arame-liso (cerca, mas não machuca); mestre-sala (dança em volta, apresenta pra todo mundo mas não encosta e não deixa ninguém encostar); Mosca de padaria (tá sempre sobrevoando a guloseima e tomando tapa)

Bagaray: adv.] v. Pacaraio.

Boiola: [adj.] Homossexual masculino; gay; bicha; baitola, viadinho.

Bolado: adj. Condição de incompreensão momentânea ou preocupação em qualquer nível. Também grande irritação,tipo estar puto,chateado.

Bonde
1. Ônibus.
2. Galera, turma.

Botar a cara: Aparecer.

Brother;Brou; Fiel: Amigo,companheiro.

Bucha: Indivíduo com marra de malandro, mas que não passa de um tremendo prego; nas antigas era chamado de malandro coca-cola (é só dar um sacode, que ele perde o gás)

Cabaço: Sujeito trapalhão ("Tu viu que merda? Esse cara é mó cabação!")

Cair na porrada: Brigar.

Caô: Mentira.

Caralho
1. Interjeição ("Caralho!")

2. [pa-] Advérbio de intensidade ("Em Terê tava frio pacaraio.")

Chabí:1. [ttk] v. boiola

Chatuba: Ato de esculhambar, avacalhar e perder a linha da forma mais sacana
possível ("Eu vou chatubar nessa parada!")

Coé: Aglutinação de "Qual é"/"Qualé" ("Coé, sangue?"):Oi.

Coéééé,parceiro? Tranquilidade,irmão?: Oi,tudo bem?


Conto: Unidade monetária sem plural ("Essa parada custa 10 conto")


Dar um perdido: Sair escondido.

Dar um relax: Tentar descansar, relaxar.

Dar um perdido: Sair escondido.

Dar um rolê: Passear.

Desenrolar: Conversar.

É nóis; Tamo junto;Tudo nosso: Deixa comigo.

Escutar um batidão: Ouvir música.

Fala Aê: Alô.

Fala aê, manolo, qual a boa?: Oi,amigo, como vai?

Ficou pequeno pra ele: Ser mal-falado.


Filé

1. Mulher muito atraente, com um shape invejável.

2. Fisioterapeuta do Romário, Ronaldo, e Guga Kuerten.

Filhadaputa

1. Interjeição genérica de descontentamento, usada após qualquer acontecimento desagradável e/ou inesperado.

2.Adjetivo utilizado para humilhar.

Ver fura-olho e juiz de futebol.

Foda
1. Qualificação indicativa de dificuldade ("Aquela parada é foda!"). 2.Qualificação positiva indicando algo muito bom ("Aquela parada é
foda!").
3. Qualificação que indica algo impressionante ("Aquela parada é
foda!").

Foi mal: Desculpe.

Fura-olho[adj.] Pessoa incapaz de realizar o coito, e que por isso vive de impedir o sucesso alheio. Ver filhodaputa. É o tradicional empata-foda.

Goiaba
[adj.] Diz-se do indivíduo distraído, aéreo, que viaja sozinho, em
goiabices. Goiabar - [verb. int.] Ato ou ação de estar goiaba ("Estava
lá sentado, olhando para o céu, goiabando").


Ih,ò o cara: “Olha só, viu o que ele está fazendo”?

Impor: Pedir.

Invadir: Entrar.

Ir pra night; noitada: Sair para se divertir, curtir a noite.


Irado
1. Qualificação positiva relacionada a um fato, ocorrência ou objeto ("O Enecom na PUC foi irado!").

Lance
1. V. parada.

2. Substância líquida usada como entorpecente;


Já É: Sim.

Larica: Fome.


Leva Aí: Conta,fala.

Maluco: Cara; sujeito; indivíduo ("Eu não conheço aquele maluco"; "Estava com uns malucos da escola")

Mandar um caô: Mentir.

Mandar uma real: Dizer a verdade.

Mané: Otário; vacilão; prego; sujeito que pisa na bola.

Massa: Macarrão e similares. Não confundir com "maneiro".

Maneiro: Show de bola; maneiríssimo; paulista mané gosta de chamar de
"massa".

Marrento: Metido.

Mel
1. Bebida alcoólica artesanal fabricada com cachaça e mel; melzinho.

2.[Ter mel]: Qualidade de atrair a atenção sentimental e/ou hormonal de
fêmeas ("Aquele maluco tem mel"); v. pica-doce.

3. [malandrês] Sangue ("Levou um soco nos córneos e começou a escorrer mel do nariz")

Mermão (masculino)
1. Aglutinação de meu irmão ("Aí, mermão, que parada é essa?")

Mete o pé; Vaza: Vai.

Mó: Aglutinação de maior ("Ih, coé? Mó otário, aê!").

Mó comédia: Pessoa desacreditada pelos outros por causa de suas ações.

Na mão do palhaço:[Termo composto] Diz-se de pessoas entorpecidas, não importa com qual substância ("Virou dez copos de pinga e agora tá na mão do palhaço").

Na moral: Por favor.

No maior gás: Fazer algo rapidamente.

O bagulho tá doido!; O Bicho pegou!; Tá sinistro!: A situação ficou péssima.

Parada: Substantivo genérico ("Que parada é essa?", "Esqueci aquela parada em casa", "Preciso fazer uma parada").

Paraíba: Indivíduo nascido ou residente acima do paralelo que passa por Copacabana.

Peidão: Covarde, frouxo, borra-botas.

Péla-saco
1. Pessoa chata; piegas.

2. Puxa-saco; baba-ovo; rabiola.

3. V. arroz.

Perdeu a linha- [Termo composto] Diz-se do indivíduo que cometeu um ato inconseqüente/insensato ("Perdeu a linha e virou seis doses de tequila em meia-hora"; "Perdeu a linha e foi o centro das atenções na festa da empresa").

Pica-doce - [sin. Doce, pikachu]

1. Cara pegador.

2. Sujeito pra quem muitas mulheres dão mole.

3. Cara que arranja mulher sem tomar uma atitude.

Piloto: Motorista de ônibus.

Pipoqueiro: Aquele que costuma pipocar, v. peidão.

Pisante: Tênis.

Pistoleira: Pessoa de má-índole, geralmente interessada apenas no dinheiro do parceiro.

Popozuda - [adj.] Mulher que possui uma região glútea avantajada e/ou
excessivamente acolchoada.

Porra
1. Interjeição ("Porra!").

2. Advérbio de intensidade ("Em Terê tava um frio da porra!").

3. Substantivo indefinido ("Que porra é essa?").

4. [sa] Pronome pessoal da 3ª pessoa do singular ("Ele fica me arrozando...ah, não aguento mais saporra!)

Porrada

1. Coletivo genérico (multidão - uma porrada de gente; matilha - uma porrada de cachorros)

2. Sin. pacaraio.

Prego: [adj.] v. mané.

Protestar: Reclamar.

Puto

1. [adj.] qualifica um sujeito extremamente vacilão.

2. Unidade monetária ("Não tenho um puto").


Qual foi?: O que aconteceu?

Queimar a rosca: Praticar sexo anal.

Sacode: Ato caracterizado por várias pessoas que se juntam para encher de porrada uma única.

Sangue: Redução de sangue-bom; pessoa legal; gente boa; agradável; maneira.

Se Apaixonar: Amar.

Se ligar: Entender.

Tá de sacanagem: Tá brincando comigo.

Tchola (tchôla:) v. boiola; baitola.

Tomar um beiço: Cair em um golpe.

Tranquilo: Certo.

Tu: Terceira pessoa do singular dos pronomes pessoais do caso reto ("Tu viu", "Tu faz", "Tu é").

Usar Um Cordão: Usar Um Colar.

Vacilo; Vacilagem: Engano,equívoco,dar bobeira.

Valeu: Obrigado.

Zero-bala: Renovado; pronto pra outra ("Tava de porre ontem, mas agora tô zero-bala.").












O Carioca É. Antes de Tudo.


Millôr Fernandes (In "Que País é Este?", Editora Nórdica - Rio de Janeiro, 1978, pág. 50.)

Os paulistanos (!) que me perdoem, mas ser carioca é essencial. Os derrotistas que me desculpem, mas o carioca taí mesmo pra ficar e seu jeito não mudou. Continua livre por mais que o prendam, buscando uma comunicação humana por mais que o agridam, aceitando o pão que o diabo amassou como se fosse o leite da bondade humana. O carioca, todos sabem, é um cara nascido dois terços no Rio e outro terço em Minas, Ceará, Bahia, e São Paulo, sem falar em todos os outros Estados, sobretudo o maior deles o estado de espírito. Tira de letra, o carioca, no futebol como na vida. Não é um conformista - mas sabe que a vida é aqui e agora e que tristezas não pagam dívidas. Sem fundamental violência, a violência nele é tão rara que a expressão "botei pra quebrar" significa exatamente o contrário, que não botou pra quebrar coisa nenhuma, mas apenas "rasgou a fantasia", conseguiu uma profunda e alegre comunicação - numa festa, numa reunião, num bate-coxa, num ato de amor ou de paixão - e se divertiu às pampas. Sem falar que sua diversão é definitivamente coletiva, ligada à dos outros. Pois, ou está na rua, que é de todos, ou no recesso do lar, que, no Rio é sempre, em qualquer classe social, uma open-house, aberta sob o signo humanístico do "pode vir que a casa é sua".

Carioca, é. Moreno e de 1,70 metro de altura na minha geração, com muitos louros de 1,80 metro importados da Escandinávia na geração atual, o carioca pensa que não trabalha. Virador por natureza, janota por defesa psicológica, autocrítico e autogozador não poupando, naturalmente, os amigos e a mãe dos amigos - ele vai correndo à praia no tempo do almoço apenas pra livrar a cara da vergonhosa pecha de trabalhador incansável. E nisso se opõe frontalmente ao "paulista", que, se tiver que ir à praia nos dias da semana,vai escondido pra ninguém pensar que ele é um vagabundo.

Amante de sua cidade, patriota do seu bairro, o carioca vai de som (na música), vai de olho (é um paquerador incansável e tem um pescoço que gira 360 graus), vai de olfato (o odor é de suprema importância na fisiologia sexual do carioca).

Sem falar, que, em tudo, vai de espírito; digam o que disserem, o papo, invenção carioca, ainda é o melhor do Brasil, incorporando as tendências básicas do discurso nacional: o humanismo mineiro, o pragmatismo paulista, a verborragia baiana.

E basta ouvir pra ver que o nervo de todas as conversas cariocas, a do bar sofisticado como a do botequim pobre e sujo, por isso mesmo sofisticadíssimo, a do living-room granfa, a da cama (antes e depois), é o humor, a crítica, a piada, a graça, o descontraimento. Não há deuses e nada é sagrado no Olimpo da sacanagem. O carioca é, antes de tudo, e acima de tudo, um lúdico. Ainda mais forte e mais otimista do que o homem da anedota clássica que, atravessado de lado a lado por um punhal, dizia: "Só dói quando eu rio", o carioca, envenenado pela poluição, neurotizado pelo tráfego, martirizado pela burocracia, esmagado pela economia, vai levando, defendido pela couraça verbal do seu humor.

Só dói quando ele não ri.

Só dói quando ele não bate papo.

Só dói quando ele não joga no bicho.

Só dói quando ele não vai ao Maracanã.

Só dói quando ele não samba.

Só dói quando ele esquece toda essa folclorada acima, que lhe foi impingida anos a fio com o objetivo de torná-lo objeto de turismo, e enfrenta a dura realidade... carioca.











Trecho de Estado da Guanabara, de Vinicius de Moraes ("Para Viver Um Grande Amor", Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1984, pág. 185)

"Um carioca que se preza nunca vai abdicar de sua cidadania.
Ninguém é carioca em vão.
Um carioca é um carioca.
Ele não pode ser nem um pernambucano, nem um mineiro, nem um paulista, nem um baiano, nem um amazonense, nem um gaúcho.
Enquanto que, inversamente, qualquer uma dessas cidadanias, sem diminuição de capacidade, pode transformar-se também em carioca;
A verdade é que ser carioca é antes de mais nada um estado de espírito
Eu tenho visto muito homem do Norte, Centro e Sul do país acordar de repente carioca, porque se deixou envolver pelo clima da cidade e quando foi ver... kaput! Aí não há mais nada a fazer. Quando o sujeito dá por si está torcendo pelo Botafogo, está batendo samba em mesa de bar, está se arriscando no lotação a um deslocamento de retina em cima de Nélson Rodrigues, Antônio Maria, Rubem Braga ou Stanislaw Ponte Preta, está trabalhando em TV, está sintonizando para Elizete.

Pois ser carioca, mais que ter nascido no Rio, é ter aderido à cidade e só se sentir completamente em casa, em meio à sua adorável desorganização. Ser carioca é não gostar de levantar cedo, mesmo tendo obrigatoriamente de fazê-lo; é amar a noite acima de todas as coisas, porque s noite induz ao bate-papo ágil e descontínuo; é trabalhar com um ar de ócio, com um olho no ofício e outro no telefone, de onde sempre pode surgir um programa; é ter como único programa o não tê-lo; é estar mais feliz de caixa baixa do que alta; é dar mais importância ao amor que ao dinheiro. Ser carioca é ser Di Cavalcanti.

Que outra criatura no mundo acorda para a labuta diária como um carioca? Até que a mãe, a irmã, a empregada ou o amigo o tirem do seu plúmbeo letargo, três edifícios são erguidos em São Paulo. Depois ele senta-se na cama e coça-se por um quarto de hora, a considerar com o maior nojo a perspectiva de mais um dia de trabalho; feito o quê, escova furiosamente os dentes e toma a sua divina chuveirada.

Ah, essa chuveirada! Pode-se dizer que constitui um ritual sagrado no seu cotidiano e faz do carioca um dos seres mais limpos da criação. Praticada de comum com uma quantidade de sabão suficiente para apagar uma mancha mongólica, tremendos pigarreios, palavrões homéricos, trechos de samba e abundante perda de cabelo, essa chuveirada -- instituição carioquíssima restitui-lhe a sua euforia típica e inexplicável: pois poucos cidadãos poderão ser mais marretados pela cidade a que ama acima de tudo. Em seguida, metido em sua beca de estilo, que o torna reconhecível por um outro carioca em qualquer parte do mundo (não importa quão bom ou medíocre o alfaiate, de vez que se trata de uma misteriosa associação do homem com a roupa que o veste), penteia ele longamente o cabelo, com gomina, brilhantina ou o tônico mais em voga (pois tem sempre a cisma de que está ficando careca) e, integrado no metabolismo de sua cidade, vai a vida, seja para o trabalho, seja para a flanação em que tanto se compraz.."





















Cariocas - Adriana Calcanhotto

Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado












Gaúchos E Cariocas (Luiz Fernando Veríssimo) in O Melhor das Comédias da Vida Privada,Ed.Objetiva


É preciso dizer que estávamos naquela brumosa terra de ninguém, que fica depois do décimo ou do 15º chope. Tão brumosa que não dá mais para distinguir entre o décimo e o 15º. Tínhamos sido apresentados no começo da noite mas já éramos amigos de infância. Em poucas horas nossa amizade passara por vários estágios, desde o “leste o livro do Chico?”, até as piores confidências, e agora nos comportávamos como confrades, como se nossa amizade fosse mais antiga que nós mesmos. Isto é, estávamos brigando.

- Vocês, gaúchos…

- O que é que tem gaúcho?

- Pra mim gaúcho é tudo veado.

- Não radicaliza.

- Se tem que dizer que é macho, é porque não é.

- Lá no sul se diz que numa briga de gaúcho, paulista, mineiro e carioca, o gaúcho bate, o paulista apanha e o mineiro aparta.

- E o carioca?

- Fugiu.

- Viu só? Pensam que são mais machos que os outros. Diz que as bichas de Paris protestaram porque as bichas cariocas estavam invadindo o seu mercado: “Voltem para o Rio. Go home!”. Aí as bichas cariocas reagiram: “Ah, é? Então tirem as gaúchas de lá.”

- Está aí, fugiram. Mas isso tudo é mágoa porque são os gaúchos que mandam neste país. Vocês estão assim desde que nós amarramos os cavalos ali no obelisco.

- Aliás, essa fixação no obelisco…

- Gaúcho é o único brasileiro sério.

- Sem graça não é sério.

- Só o gaúcho fala português. Essa língua de vocês não existe. Paulista põe “i” onde não têm. Você falam chiando. Onde tem um “r” botam dois e onde tem dois botam quatro.

-Vocês falam espanhol errado e pensam que é português!

- Mas o que a gente diz é pra valer. Não é como carioca que diz uma coisa e quer dizer outra.

- Ah, é?

- É. Quando carioca encontra alguém e diz: “Meu querido!”, quer dizer que não se lembra do nome. “Precisamos nos ver” quer dizer “está combinado, eu não procuro você e você não me procura”.

- O que vocês não aguentam é que nós, cariocas, somos informais, bem-humorados…

- Isso é mito. Entra num “Grajaú-Leblon” lotado na Nossa Senhora de Copacabana, às três da tarde, no verão, que eu quero ver o bom humor.

- Não radicaliza.

- Os mitos cariocas. O Zico, por exemplo…

- Eu sabia. Eu sabia que ia chegar no Zico!

- O Zico é uma entidade abstrata criada pelo inconsciente coletivo do Maracanã.

- O Campeão do Mundo. Campeão do Mundo!

- Porque não entrou um inglês no calcanhar dele. Se encosta um, o Zico cai.

- É. O bom é o Batista.

- Não troco um Batista por dois Zicos.

- Ai, meu Deus. Ai, meu Deus!

- Outra coisa: mulher.

- Claro. Mulher. A mulher carioca não vale nada.

- Vale. Mas é sempre da mesma cor. Mulher tem que ir mudando de cor com as estações. Quando chega o verão, as gaúchas vão tostando aos poucos, como carne num braseiro de chão, até estar no ponto. Só ficam prontas mesmo em fevereiro. A carioca está sempre bem passada. É como comer churrasco em bandeja.

- É. A medida de todas as coisas, para o gaúcho, é o churrasco. A comida mais sem imaginação que existe.

- Vai dizer que comida é isto que vocês comem aqui?

- Mas bá.

Eu estava levando o chope à boca e parei.

- O que foi que você disse?

- Eu? Nada.

- Você disse “mas bá”.

- Não disse.

- Disse. Eu ouvi nitidamente um “mas bá”.

- Está bem. Eu disse.

- De onde você é?

- Dom Pedrito.

Estava no Rio há menos de dois anos e chiava como uma locomotiva no cio. Mas não me senti triunfante. Me senti derrotado. Eu estranhara ele não ter dito: “Se você gosta tão pouco do Rio, o que é que está fazendo aqui?”. Eu não poderia responder a não ser com a verdade, que era fascinado pelo Rio. Uma característica de gaúcho é que gaúcho é fascinado pelo Rio. E ali estava ele como prova que depois do fascínio vinha a rendição, a vitória carioca. Acabou a discussão. Nos despedimos e saímos, cada um cambaleando para um lado. Na saída ele ainda disse:

- Precisamos nos ver…













SER CARIOCA É






Abastecer a despensa numa loja de conveniência: É caro, mas o posto de gasolina fica logo ali e não tem hora para fechar,porque “Logo ali” e “Não tem hora para fechar” são convites irresistíveis para um carioca.

Abrir a happy hour às 02:00 da tarde.

Acampar na Ilha Grande pelo menos uma vez na vida.

Aceitar a demagogia de certos governadores.

Achar engraçado o sotaque dos outros.

Achar natural a presença do ambulante no ônibus vendendo amendoim crocante.

Achar normal uma bala perdida matar o vizinho.

Achar que chuva significa frio.

Achar que não tem sotaque, só os outros.

Achar que paulista não malha e nem vai à praia.

Achar que todas as mulheres de outros Estados darão moral pros cariocas.

Achar uma irresponsabilidade muito grande da prefeitura não agir com rigor contra a epidemia de dengue.

Acordar às 02:00 da tarde e dizer que não dormiu.

Acordar depois do Meio-Dia e ir pegar onda.

Adorar filé com queijo. O sanduíche perfeito do carioca leva filé mignon, queijo derretido e, no máximo, uma rodela de abacaxi, como na imbatível versão do Cervantes.

Afirmar,orgulhoso: “Yes,we créu”.

Agir com naturalidade ao encontrar artistas globais na rua,na praia,nos shoppings ou em qualquer outro lugar.

Aguentar a inveja e o ódio de quem não vive na Cidade Maravilhosa.

Ainda não conhecer ou mal conhecer,o Bondinho e o Corcovado.

Almoçar salgado e refresco a R$ 1,00 em qualquer botequim.

Amar Biscoito Globo com Coca-Cola de casco, Matte Leão, Chicabon, feijoada,pão na chapa, camarão com chuchu, e sanduíche de pernil.

Amar carnaval.

Amar carro e bicicleta.

Amar de paixão bife com batata frita.

Amar e respeitar muito esta cidade porque, mesmo com todos os seus problemas, ela é a nossa Cidade Maravilhosa.

Amar o sol e o calor, mas ligar o ar condicionado só pra dormir de conchinha.

Amar o sotaque do Sul em meninas, mas achar gay em meninos.

Amar os vizinhos.

Amar praia.

Andar de casaco com 20ºC.

Andar em grupos.

Andar sem camisa e só de bermuda e chinelo no metrô.

Apesar de tudo e de todos criticarem,causar inveja do mesmo jeito.

Aplaudir o pôr do sol no Posto 9-Ipanema.

Apreciar a cidade do alto do Pão de Açúcar.

Apreciar o Pão de Açúcar ,Cristo Redentor, Ponte Rio-Niterói , Baía de Guanabara, ou Praia de Icaraí, do Aterro do Flamengo.

Assistir a Orquestra Sinfônica no Municipal, ou aos eventos de qualidade com preços populares, que sempre acontecem.

Assistir a um desfile de Escola de Samba na Marquês de Sapucaí.

Assistir a um futebol de domingo acompanhado de churrasco e pagode.

Assistir o Ano Novo chegar em Copacabana

Avançar um sinal de trânsito sempre que puder, para não perder o costume irreverente de ser e de viver.

Babar com comida mineira.

Bater bola até com um caroço.

Beber uma gelada no "AM/PM" antes da night.

Buzinar assim que o sinal abre.

Cantar o refrão imortalizado pelo Zeca Pagodinho: "Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu".

Chamar o dono das kombis que o vendem o Podrão (cachorro-quente com queijo parmesão, milho, ervilha, cebola, batata-palha, passas e ovo-de-codorna) pelo apelido.

Chamar todo mundo de “Irmão”.

Chegar na boate à uma da manhã e sair às duas.

Chegar na janela e procurar o Cristo.

Colar no carro um adesivo "Eu já fui assaltado".

Colocar catchup e mostarda na pizza.

Combinar um programa sem a menor intenção de ir.

Começar o campeonato já sabendo o vice.

Começar um barraco com a frase "Olha aqui, minha filha(o)...!" ou "Oquêquihá,porra?"

Começar alguma conversa com "Olha só..."

Comer feijão preto.

Comer milho verde na praia ao cair da tarde.

Comer no Cervantes, na Guanabara, ou em um trailer de cachorro-quente depois da night.

Comer o cabrito do Capela.

Comer pizza com catchup, sim, e daí?

Comer pizza no balcão da Guanabara,que é melhor do que a servida na varanda (o salão, todo mundo sabe, é para turistas). Analistas sérios dizem que é porque ela chega mais rápido para quem está de pé. E discutem isso no balcão da Guanabara, claro.

Comer uma MÓÁRTADELA.

Comprar Itaipava a R$ 1,00 no baile funk.

Confiar nos próprios instintos.

Conhecer alguém que esteve na final das eliminatórias da Copa de 70.

Conhecer barulho de tiros fuzil, ter medo, mas não se afligir.

Conhecer todo mundo no bairro.

Conhecer todos os bairros do Rio, mesmo que apenas por ter passado de ônibus

Conversar com o ascensorista e passar do andar.

Convidar para sua casa alguém que você acabou de conhecer.

Conviver, mesmo sem aceitar,com a falta de segurança pública.

Crer na força das sete ondas que pula na praia de Copacabana, no badalar da Meia- Noite na passagem do ano, nas flores para Iemanjá, lançadas com perfume. Seja em casa, nos terreiros ou nas igrejas, o carioca não deixa de pedir proteção ao padroeiro, mas crê também em São Jorge Guerreiro, de quem é devoto. Em Cosme e Damião (para alegria da molecada) e no Seu Zé, espelho de sua personalidade boêmia.

Cumprimentar com dois beijos nas bochechas.

Curtir os Arcos da Lapa.

Curtir um show na Lapa.

Curtir um show de pagode – ou até dos Rolling Stones - de graça na praia.

Dar a vida pela escola de samba.

Dar a volta no flanelinha: nada se compara à felicidade de arrancar com o carro sem dar dinheiro para os vagabundos que loteiam as ruas.

Dar "Bom-Dia" no elevador.

Dar graças a Deus - sempre - por não ter nascido e nem viver em São Paulo.

Dar informação errada quando vir que a placa do carro é de São Paulo.

Dar inveja nos "não-cariocas" pelo simples fato de sermos cariocas.

De repente nem aparecer.

Detestar filas, mas não conseguir delas escapar.

Diminuir São Paulo.

Dizer “Vem” e se assustar com a campainha.

Dizer que paulista é recalcado.

Dizer que esse papo de bala perdida e de assalto é ignorância de causa, porque em São Paulo é muito mais perigoso.

Dizer sim sem balançar a cabeça e depois virar pro lado e dizer: “Ahn?”

Dormir até tarde sem pressa de viver.

Dormir bem tarde, só pra não ter que acordar cedo.

Driblar,a cada hora, uma bala perdida.

Encarar os problemas sem perder a generosidade.

Encontrar com celebridade na rua e virar o rosto para olhar o pôr-do-sol.

Enfrentar,sem perder o bom-humor, o trânsito cada dia mais caótico.

Engrandecer seu bairro.

Entender porque a maioria dos estrangeiros acha que o Rio de Janeiro ainda é a capital do Brasil.

Escutar música clássica em casa enquanto o vizinho ouve um pagode no volume máximo e não reclamar.

Esquecer o guarda-chuva.

Estar no Rio no Carnaval e não ir ao Sambódromo.

Estar sempre bronzeado.

Estar sempre de bem com a vida.

Estar sempre feliz da vida por morar no lugar onde o resto do mundo passa férias.

Falar com o "R" arrastado e com o "S" com som de "X" e exagerar ainda mais quando está sendo observado, principalmente por paulistanos/paulistas: "Beijox”, ''Bixcoito", “Bora lá”, "Coisax"," Eixpero",“Mermo”,e "Pô,bicho", além de questionar:“Pra que falar “Bolacha” se no pacote está escrito “Biscoito”, né?”

Falar “Cara” e “Tipo” em pelo menos uma frase no dia-a-dia.

Falar “Brother” e “Merrrmão” na mesma frase, como se tivessem sentidos diferentes.

Falar sempre: "Praia de paulixxxxta é shopping center".

Falar uma frase inteira só com vogais: ”Ó o auê aí, ô...”

Falar de política.

Falar sem medir consequências.

Fazer amigos na praia, na fila, no ônibus, no metrô, na rua.

Fazer contagem regressiva para o fim de semana.

Fazer de tudo uma ida à esquina.

Fazer festa, quase aos gritos, quando reencontra um amigo.

Fazer lual na praia e ter certeza que é melhor que qualquer "balada".

Fazer melhores amigos, convidar para madrinha na fila do pão, do banco, do ônibus.

Fazer o pedido no bar sem precisar do cardápio.

Fazer um seriado chamado “As Brasileiras” com todas as protagonistas cariocas.

Ficar colado na roleta do ônibus, dar o sinal pra descer, e gritar: “Calma, piloto!”

Ficar feliz com o Horário de Verão, porque isso significa uma hora a mais na praia.

Ficar indignado quando um motorista aproveita a passagem de uma ambulância com a sirene aberta para vencer o trânsito, assim como o motorista do carro atrás fica indignado com a ponta do cigarro que você acabou de jogar pela janela,mas ele não desgruda do celular enquanto dirige, e passa marcha com apenas uma das mãos.

Ficar irritado em dias de chuva.

Ficar reclamando do JK por ter transferido a capital para Brasília.

Ficar sabendo dos programas na praia.

Ficar surdo com sotaque paulista,

Ficar triste quando o Horário de Verão acaba.

Flertar com a lua, sendo amante do sol.

Frequentar a Biblioteca Nacional.

Fora do Rio, ser reconhecido só pelo jeito de andar.

Garimpar as novidades da variadíssima baixa gastronomia urbana.

Garimpar na Saara e horas depois voltar para casa com sacolas e sacolas cheias de flores de plástico, camisas costuradas em 1974, anáguas que viram saias, cortinas de plástico para banheiro, tapetes de grama artificial ,etc. Tudo por uns R$ 50,00 no máximo.

Gostar de comida simples.

Gostar de Copacabana, mas concordar que é o "Bairro dos Pês": Praia, puta, poodle e pessoas idosas.

Gostar de havaianas em qualquer ocasião.

"Gostar de ovo frito em cima de qualquer prato" (Carlos Heitor Cony)

Gostar de roda de samba na esquina. Sem clube nem turma.

Gostar de viajar, mas adorar voltar pra casa.

Identificar-se com as letras do Funk.

Ignorar os panfleteiros.

Imitar os paulistas.

Implicar com os paulistas.

Incorporar gírias da malandragem,sabendo que o resto do país depois vai imitar.

Indignar-se com a inveja dos "não-cariocas" com o habitual "Faaala sério"

Insistir em passar finais de semana na Região dos Lagos( Cabo Frio, Búzios) ou na Serra (Petrópolis,Teresópolis,ec), apesar dos grandes engarrafamentos na ida e na volta.

Invejar o vigor da vida cultural paulista.

Ir à Feira de São Cristóvão: Onde mais comer carne-de-sol e queijo coalho às 5:00hs da manhã?

Ir a Niterói só para ver a mais linda vista do mundo.

Ir à praia em dias nublados.

Ir à praia sempre no mesmo lugar.

Ir à praia,mesmo com o mar poluído, por não conseguir acreditar que possa pegar uma doença em águas e areias tão queridas.

Ir a um ensaio de escola de samba: Na quadra, com amigos e muita cerveja gelada, cercado pelo pessoal da comunidade... Ah, isso é essencial.

Ir ao shopping como quem muda de cômodo.

Ir ao shopping de camiseta e chinelo havaiana.

Ir ao shopping fazer compras e não social, porque isso é coisa de babaca.

Ir de roupa curta a qualquer lugar, de missa a casamento.

Ir domingo ao mercado, jornaleiro e padaria.

Ir para outra cidade e ficar procurando algum morro para se localizar.

Já nem ligar mais pra bala perdida, que entra por um ouvido e sai pelo outro.

Lembrar que carioca velho sempre reclama da mudança da capital pra Brasília.

Levar tudo na esportiva. Inclusive a implicância e zoação dos outros.

Levar uma cantada de um operário de obra.

Mandar "geral" ir tomar no cu.

Morar em cima de um bar barulhento e ser amigo do dono.

Morar em outro estado, e apesar da tristeza ao ver nos noticiários os absurdos que acontecem na amada terrinha, não perder o sotaque, manter o estilo de vida – por mais incompreensível que possa ser para os nativos do local - e assim despertar fascínio e inveja por ser e continuar a ser Carioca,mermão.

Morar no Rio e não ir ao Rock In Rio.

Morrer de rir ao ver turistas dançando funk na televisão, como se esta fosse a última moda.

Mudar de opinião e de atitude ao sentir vontade. Desejo, logo faço. Não quero, tudo bem.

Multar e rebocar bike elétrica na blitz da Lei Seca.

Não dar a mínima bola para artistas e celebridades na praia ou em qualquer outro lugar.

Não falar no celular na Central pra não ser assaltado.

Não ganhar nada em sorteios.

Não parar de ouvir música.

Não pensar em conseqüências: fazer e pronto; se der merda, deu.

Não sair do Rio por causa da praia, e nunca ir à praia.

Não ter certeza se conhece quem te cumprimenta,mas cumprimentar de volta.

Não ter hora de ir à praia e nem de sair de lá.

Nascer e morar no Rio e nunca ter ido ao Cristo Redentor e/ou ao Pão de Açúcar.

Nunca ter ido a São Paulo e não ter a menor vontade de ir.

Odiar a poluição das praias, cinema tradicional dividido em salinhas menores; cartaz de farmácia tampando a fachada de prédios antigos; cerveja quente; dia de chuva; praia suja; sinal fechado.

Estar sempre perto de uma favela.

Odiar e amar o frio e o calor.

Odiar e não largar o telefone.

Odiar os argentinos que vão para Búzios nas férias e tratam as brasileiras como lixo.

Olhar a vida pelo melhor ângulo.

Olhar para o mar e ver como a vida e esta cidade podem ser tão belas.

Olhar pra toda bunda que passa.

Orgulhar-se do Teatro Municipal.

Ouvir funk sem fone - e no último volume – em qualquer lugar.

Parar no engarrafamento, atrasado, mas admirar o mar.

Parar no meio da night estrategicamente no Bar do Osvaldo e depois..... Quem conhece sabe... quem nunca viu deve ver um dia ou continuar na curiosidade.

Passar horas na academia, mesmo que seja para fazer uma social.

Passar horas na fila para comprar ingressos com antecedência para o “Festival do Rio” e desistir de ver o filme na hora.

Passar uma noite inteira no Jobi tomando chope com os amigos Na saída, encontrar o sol a pino e os sobreviventes da Pizzaria Guanabara, que fica no quarteirão anterior.

Pedir chope sem colarinho.

Pedir mate no restaurante.

Pedir pro motorista parar fora do ponto.

Pegar engarrafamento de frente pra Lagoa toda iluminada.

Pegar metrô na Central às 17:30.

Perder o último ônibus, mas não a saideira.

Perguntar a quem atrapalha a passagem: "QUE HORA QUE VAMO SERVIR O SALGADINHO?".

Perguntar o preço de tudo e não comprar nada.

Querer ir a Curitiba.

Rever o amigo da infância.

Rir do companheiro.

Rir do sotaque dos outros e depois ficar horas imitando.

Rir dos gaúchos, amar os nordestinos e chamá-los de “Paraíbas” – não importa de onde vieram - e desconhecer os mato-grossensses e os oriundos do resto do país.

Saber a diferença entre o Charm e o Funk.

Saber que a maior favela do mundo é a Rocinha.

Saber que a maior floresta urbana do mundo é a Floresta da Tijuca; (mesmo não sendo, a maior é a Pedra Branca, também no Rio).

Saber que a maior torcida do mundo é a do Flamengo.

Saber que o maior estádio do mundo é o Maracanã.

Saber que as obras do "Rio Cidade" foram desnecessárias, mas até que ficaram bonitinhas.

Saber que aquela pessoa de outro estado que reclama que tu fala chiado, no fim da noite estará enroscada na tua língua.

Saber que é do Estado do qual todos querem ser mas não podem.

Saber que em 15 minutos pode-se estar na praia ou numa floresta, pois a cidade fica situada entre ambos.

Saber que o Cristo Redentor está lá em cima de braços abertos para nós, e mesmo não podendo admirá-lo o tempo todo – dependendo da região da cidade – ter a certeza absoluta de que ele está lá para nos abençoar.

Saber que o feijão por baixo do arroz é a ordem certa.

Saber que o Metropolitan se chama Claro Hall; a Rua Vinícius de Morais se chama Montenegro; Copacabana é Copa e Ipanema não é Ipa;o Baixo Leblon não é perto do Melt;o Circo Voador nunca mais será o mesmo;e praia não é orla.

Saber que o sotaque com “X” se deve ao fato da cidade ter sido a moradia da Família Real Portuguesa durante muitos anos, e se mantém devido às sucessivas gerações da grande colônia lusitana, que até hoje se renova: em pleno Século XXi,com a crise na Europa,muita gente tem se mudado de Portugal para o Rio.

Saber que os ensaios do bloco Escravos da Mauá,churrasquinho de gato na Barraca do Chico e aquele Gelobol são leis.

Saber que pode,num domingo de sol, escolher uma das dezenas de praias para curtir.

Saber que quando o motorista vir que você está correndo, o ônibus ficará com a porta aberta, mas quando você chegar, ela será fechada e o veículo não vai parar.

Saber que quando o termômetro marca 20 graus e o sol se esconde entre as nuvens, é o dia ideal para tirar os casacos de couro e os cachecóis do armário.

Saber que ser carioca "Não é brinquedo não”.

Saber que ser carioca não é só nascer no Rio: é um estilo de vida.

Saber que todo final de semana tem uma festa pra ir.

Saber que vai pra gandaia,farra,noitada,night,porque balada é coisa de paulista.

Sair da faculdade ou do trabalho na segunda-feira e passar no Baixo Gávea para tomar uma gelada.

Sair da noitada e mandar um sanduba do Cervantes ou Pizzaria Guanabara depois.

Sair do Olimpo, na Vila da Penha e ir comer um X-Podrão na Avenida Brás de Pina, em frente ao Shopping da Penha, mas conhecido por lá como Favelão.

Sair no Bloco do Suvaco, Bola Preta, Banda de Ipanema e no Simpatia É Quase Amor.

Sair para a night de havaianas e cabelo molhado.

Se perder a caminho de Barra de Guaratiba porque esqueceu de virar na placa de “Vendo mel”, ou porque se encantou com a paisagem.

Se permitir.

Sempre concluir uma frase com "Cara”.

Sentir na boca um gosto insípido de segunda-feira.

Sentir o maior alívio quando o avião aterrissa no Galeão ou no Santos Dumont: Porque, apesar de tudo (e bota tudo nisso) o Rio ainda é o Rio.

Ser odiado do Rio pra baixo e ser amado do Rio pra cima. (OBS: Isso é um pouco de ilusão, porque esse ódio é bem estendido por todo o país,e não se prende a regionalismos)

Ser solidário.

Ser Zona Sul, Zona Norte, Zona Oeste ou Centro e se sentir um todo nesta cidade mais que maravilhosa.

Ser acolhedor e receber turistas como merecem, tratando-os bem, com amor, simpatia,carinho e entender o bem que trazem para a economia.

Ser amigo do estranho.

Ser blasé com a própria rotina.

Ser fã do Drummond.

Ser hospitaleiro, alegre, divertido, amigo.

Ser marrento porque pode ser… afinal, olhe só onde a gente mora ou nasceu!

Ser natural.

Ser obrigado a conviver com formas perfeitas em corpos dourados.

Ser responsável com o seu querer.

Ser sincero ao falar e verdadeiro ao omitir.

Sonhar com a chegada do Metrô à Zona Sul e à Barra.

Sorrir para o surreal.

Sorrir para qualquer mendigo na rua.

Sorrir sempre, mesmo quando não há tantos motivos.

Subir a Pedra da Gávea.

Subir até o Cristo Redentor para ver a cidade com todos os seus contornos;

Identificar-se " com o habitual "Fala sééééério".

Tentar burlar a segurança, mesmo que seja só para sentir que foi mais esperto.

Ter a certeza de que antes de um artista internacional marcar o local do show no Brasil, todos já saberão que será no Rio.

Ter a certeza de que não existe outro lugar à altura no mundo.

Ter as praias mais lindas do mundo e tomar sol na laje.

Ter alguma coisa comprada num camelô da Sete de Setembro ou da Uruguaiana.

Ter amigos na academia onde malha.

Ter amigos no condomínio onde mora, no clube que freqüenta, no curso, na faculdade e no trabalho.

Ter amigos no condomínio onde mora.

Ter as torcidas dos times cariocas: Flamengo,Vasco,Fluminense e Botafogo.

Ter boas lembranças do tempo em que o mate e o limão só eram vendidos em galões de alumínio: Carioca de verdade não esquece o grito da legião de ambulantes que equilibrava os barris nos ombros e servia os refrescos em cones de papel: “Olha o mate, olha o limão!” e logo vinha a outra legião de vendedores dos Biscoitos Globo (salgado e doce); além disso,o padeiro batia nas portas das casas e apartamentos com um grande cesto de pães quentinhos,e depois vinha o leiteiro com as garrafas de vidro do Leite Vigor,que ostentavam em tinta bem vermelha o nome do produto e uma vaquinha.Enquanto isso,era possível ouvir o grito: “Garrafeeeeiroooooo” dado pelo cara que recolhia qualquer casco.

Ter certeza de que esta é a cidade mais linda do mundo, mesmo sem conhecer nenhuma outra.

Ter fama de arrumar briga sem motivo.

Ter fé em si, no futuro, em Deus e na certeza de que tudo dará certo.

Ter medo de tudo: medo de abrir a carteira na rua,falar no celular na rua,ficar parada no sinal de trânsito, o bueiro explodir.

Ter orgulho de ser carioca e pena de paulistas.

Ter quase obrigação de tirar uma soneca após o almoço.

Ter que conviver com a mortandade de peixes da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ter que conviver e saber que existe no Rio uma Polícia chamada de Municipal, totalmente inoperante, pois nunca se vê qualquer ação eficaz dela,que até protege o camelôs do Centro: existe sempre um policial da própria corporação que se antecipa e avisa a eles do próximo rapa.

Ter saída marcada e esperar o amigo atrasado.

Ter tomado um porre de batida no Bar do Oswaldo.

Ter um botequim do coração.

Ter um "inglês próprio": falar "Eix" ao invés de "Ass", e "Iéix", no lugar de "Yes".

Ter um jeitinho para tudo, menos para a morte.

Ter uma história de assalto pra contar a uma audiência emocionada e profundamente respeitosa. Até alguém surgir com um caso mais cabeludo, é claro.

Ter uma loja de sucos preferida.

Ter uma praia: cada um elege a sua, e defende com unhas e dentes as qualidades superiores que ela tem.

Ter uma vista maravilhosa na Urca.

Ter votado no Brizola pelo menos uma vez na vida.

Tirar os casacos do armário assim que a temperatura baixa a 24ºC e achar que está o maior frio.

Tomar água de coco no mirante do Leblon.

Tomar café na Saraiva do Centro só pra ler as revistas de graça.

Tomar mate ou água de coco sempre que estiver com sede.

Tomar uma cerveja em frente ao mar sem ser feriado.

Tomar sustos freqüentes com a beleza da cidade: da saída to Túnel Rebouças na Lagoa, ou do momento em que o carro entra na avenida que margeia a Baia de Guanabara, na Urca, ou do oceano visto do Elevado do Joá,ou da Prainha surgindo na estrada para Grumari. Essas paisagens são velhas conhecidas e, no entanto, continuam nos surpreendendo.

Tomar um cafezinho no balcão do botequim em xícara de louça grossa.

Torcer para alguma escola de samba, mas viajar no carnaval porque a cidade fica cheia de pessoas chatas.

Tratar tanto homens quanto mulheres de "cara" sem que isso seja considerado uma afronta.

Usar a frase “A gente se fala” para quem você sabe que nunca vai encontrar.

Usar All Star em todos os lugares e ocasiões.

Usar havaianas em qualquer hora e lugar e ter a certeza que está arrasando.

Usar os engarrafamentos para comprar Biscoito Globo, água mineral, cervejinha e apreciar a paisagem.

Usar roupa de academia em todos os lugares.

Ver o inédito como óbvio.

Ver o nascer do sol na praia depois de uma night.

Ver um show na praia.

Ver uma das capivaras da Lagoa: O macho mora em frente ao Parque do Cantagalo e pode ser visto no começo da tarde. A fêmea mora perto do Vasco e aparece ao crepúsculo.

Vivenciar a cultura da espontaneidade que só quem é carioca sabe, e só quem mora no Rio entende.

Viver esbarrando em conhecidos.

Viver na Cidade Maravilhosa e não se orgulhar de monumentos.

Viver na melhor cidade do mundo, mas passar todos os feriados na Região dos Lagos.

Viver sem obrigações.

Voltar pra casa depois de trabalhar e olhar a paisagem verde.

Zoar gringo na praia e dizer que todo mundo é alemão.

Zoar os turistas dizendo: “Eu moro onde vocês passam suas férias”.









E há duas instituições carioquíssimas: o Matte Leão e os Biscoitos Globo. Dizem que carioca aprende a falar pedindo à mãe que compre esses dois produtos na praia.

Uma pessoa me enviou essa matéria sobre o assunto,mas infelizmente não há o nome ou um link do autor. De qualquer maneira,aí está algo muito interessante para quem deseja saber um pouco mais sobre o Rio.



Uma história carioca: Nossa praia começa na Lapa.

A praia do carioca começa na Lapa:




















São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo.

Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.


O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.
























– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.


























– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa.

Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.

- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.


























Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.

– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.


















Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.

– A carcaça já calejou com esse horário.

Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.



















– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.

Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.

– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.

Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.

– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.

Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.
























Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou "me engana que eu gosto":

– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.


Dicionário de Mineirês

MAPA DO BRASIL SEGUNDO OS MINEIROS


























Minas Enigma


Fernando Sabino (In "A Inglesa Deslumbrada", Editora Record - Rio de Janeiro, 1967, pág. 71)


Minas além do som, Minas Gerais


(Carlos Drummond de Andrade)




Se sou mineiro?. Bem, é conforme, dona. (Sei lá por que ela está perguntando) Sou de Belzonte, uai.

Tudo é conforme. Basta nascer em Minas para ser mineiro Que diabo é ser mineiro, afinal Inglês misturado com oriental É fumar cigarro de palha, como o poeta Emílio, de Dores do Indaiá Autran fuma cachimbo. Tem até quem fume cigarro americano. (No bairro do Calafate havia uma fábrica de "Camel".) Em suma: ser mineiro é esperar pela cor da fumaça. É dormir no chão para não cair da cama. É plantar verde pra colher maduro. É não meter a mão em cumbuca. Não dar passo maior que as pernas. Não amarrar cachorro com lingüiça.

Porque mineiro não prega prego sem estopa. Mineiro não dá ponto sem nó. Mineiro não perde trem.

Mas compra bonde.

Compra. E vende pra paulista.

Evém mineiro. Ele não olha: espia. Não presta atenção: vigia só. Não conversa: confabula. Não combina: conspira. Não se vinga: espera. Faz parte do decálogo, que alguém já elaborou. E não enlouquece: piora. Ou declara, conforme manda a delicadeza. No mais, é confiar desconfiando. Dois é bom, três é comício. Devagar que eu tenho pressa.

Apólogo mineiro: o boi velho e o boi jovem, no alto do morro — lá embaixo uma porção de vacas pastando. O boizinho, incontido:

— Vamos descer correndo, correndo e pegar umas dez

E o boizão, tranqüilamente:

— Não: vamos descer devagar, e pegar todas.

Mais vale um pássaro na mão. A Academia Mineira, há tempos, pagava um jeton ridículo: duzentos cruzeiros — antigos, é lógico. Um dos imortais, indignado, discursava o seu protesto:

— Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros, ou nada!

Ao que um colega prudentemente aparteou:

— Pera lá: ou quinhentos cruzeiros, ou duzentos mesmo.



Quem nasce em Três Corações é tricordiano — haja vista Pelé. Quem nasce em Barbacena tem de escolher a Maternidade: ou é do Zezinho ou do Bias. E a Manchester Mineira, terra do Murilo Mendes O poeta Nava foi-se embora: "parabéns a Pedro Nava, parabéns a Juiz de Fora". Itabira, calçada de ferro: não aceitou chamar-se Presidente Vargas, continuou digna do itabirano Carlos. E Ouro Preto continua digna de ser vista: ali é a casa do Rodrigo; Renato de Lima, ex-delegado e pianista amador, pintando junto à Casa dos Contos. Afonso é de Paracatu. Em Sabará nasceram Lúcia e Aníbal, além de outros ilustres Machados. Alphonsus, o solitário de Mariana. Os profetas de Congonhas. A cidade de Tiradentes — o que não tinha barbas. O Aleijadinho não tinha mãos. São João del Rei, onde nasceu Otto, o que morrerá batendo papo. Solidário só no câncer Absolutamente, dona: nas virtudes também, uai. Haja vista a Tradicional Família Mineira, que Deus a tenha. As estações de águas: lembrança de São Lourenço, escrito num copinho. E Lambari, terra de Henriqueta! Monte Santo tem a rua mais iluminada do mundo. E uma ambulância com sirene, que seu filho Castejon arranjou. Itaúna fica num quarto andar do Leblon, no apartamento de Marco Aurélio, o bom. Jeremias, outro bom, mineiro como Ziraldo. Os bonecos de Borjalo só ganharam boca depois que começaram a falar. Mineiro por todo lado! O poeta Pellegrino, como psiquiatra, tem garantida uma numerosa clientela. Amílcar modela Minas em arame. Paulo encontrou Minas depois que saiu de lá. João Leite levou-a para São Paulo, Alphonsus para Brasília, Guilhermino para o Sul. João Camilo ficou. Etiene voltou. Paulo Lima voltou. Iglezias voltou. Jaques voltou.Figueiró continua, Rubião recomeçou.

Um Estado de nariz imenso, um estado de espírito: um jeito de ser. Manhoso, ladino, cauteloso, desconfiado — prudência e capitalização.

O guarda-chuva da proteção financeira, não como lema do Banco do Magalhães mais o Zé Luís, e sim como regra de conduta:

— Meu filho, ouça bem o seu pai: se sair à rua, leve o guarda-chuva, mas não leve dinheiro. Se levar, não entre em lugar nenhum. Se entrar, não faça despesas. Se fizer, não puxe a carteira. Se puxar, não pague. Se pagar, pague somente a sua.



Mas todos os princípios se desmoronam diante de um lombo de porco com rodelas de limão, tutu de feijão com torresmos, lingüiça frita com farofa. De sobremesa, goiabada cascão com queijo palmira. Depois, cafezinho requentado com requeijão. Aceita um pão de queijo biscoito polvilho brevidade ou quem sabe uma broinha de fubá Não, dona, obrigado. As quitandas me apertencem, mas prefiro bolinho de januária, e pronto: estou sastifeito...

É a hora e a vez de Guimarães Rosa sorrir e dizer pra cumpadre meu Quelemén: perigoso nada, mira e veja, nas Gerais, essas coisas...

Falar de Minas, trem danado, sô. É falar no mundo misterioso de Lúcio Cardoso, Cornélio Pena ou Rosário Fusco, no mundo irônico, esquivo ou pitoresco de Cyro dos Anjos, Oswaldo Alves, Mário Palmério, seus romancistas. E num mundo de gente, seus personagens, que vão de Antônio Carlos a Milton Campos, de Bernardes a Juscelino — vasto mundo! ah, se eu me chamasse Raimundo. Dentro de mim uma corrente de nomes e evocações antigas, fluindo como o Rio das Velhas no seu leito de pedras, entre cidades imemoriais. Leopoldina, doce de manga, terra de meus pais... Prefiro estancá-las no tempo, a exaurir-me em impressões arrancadas aos pedaços, e que aos poucos descobririam o que resta de precioso em mim — o mistério da minha terra, desafiando-me como a esfinge com o seu enigma: decifra-me , ou devoro-te.

Prefiro ser devorado.







O Verdadeiro Significado da Palavra TREM (Autor desconhecido)



Interessante que o assunto “Mineirês” veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: " Trens batem de frente em Minas."

Os mineiros, óbviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram. Poderiam ter sido dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi ; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar .

Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o Aurélio. E vejam o que diz :

“Trem [Do fr. train.] S. m.

1 Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva,séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços. 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7.Mar. G.Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos,abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: "ensopando o arroz e abusando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta." (Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo,ou de mau caráter; traste”.

Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º , e ainda é considerado um brasileirismo.

Comentei o fato com um amigo especialista em Etimologia, que me esclareceu a questão : o comboio ferroviário recebeu o nome de “trem” justamente porque trazia, porque transportava, os “trens” das pessoas. Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade, e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.


Moral da Estória :

O mineiro é, antes de tudo, um erudito. Além de erudito, ainda é humilde e aceita que o pessoal dos outros Estados tripudie da forma como usa a palavra “trem”. Na verdade, acho que isso faz parte do "espírito cristão do mineiro". Ele escuta as gozações e pensa: Que sejam perdoados, pois não sabem o que dizem.



























DICIONÁRIO DE MINEIRÊS


Abano: Peneira sem furos para soprar cereais, livrando-os de palha, cascas, terra. A peneira de sessar tem o pano crivado de furos, que tem diâmetros variáveis, segundo a função específica.

Acámifia: Olha aqui, minha filha.

Agaravios: Apetrechos, coisas, armas e implementos.

Aleijo: Deformidade fisica, aleijão.

Alpendre: Varanda.

Ansdionti : Antes de ontem.

Antisdonte: Em algumas regiões de Minas pronuncia-se ÃNSDIONTI ; o mesmo que “antes de ontem”. “Antisdonte eu vi a Marlene. Tava uma belezura, a minina”.

Antonti ou Antchiotem : Antes de ontem.

Aqui: Introdução a qualquer pergunta.

Arreda: Verbo na forma imperativa (dânnu órdi), paricido cum “sair”: Arreda prá lá, sô!

Armuçânu: Almoçando.

Bacurim: Leitão que ainda amamenta.

Badacama : Debaixo da cama.

Badapia : Debaixo da pia.

Bandibicha: Grupo de viados.

Bão tamém! : Bom também; com certeza, concordo com você OU "Deixa eu ficar quieto para ninguém notar que eu falei besteira".

Barango: Pessoa ou de coisa de mau gosto, barata, fora de moda, cafona.

Baratim: Baratinho (Deixa ver se eu adivinho quanto esse otário está disposto a pagar)

Bater na cangalha para o burro entender: Falar por indiretas

Baum? : Tudo bom?

Beber água que passarinho não bebe: Beber pinga, cachaça

Beérri : (BR);Geralmente refere-se ao Anel Rodoviário de BH, mas pode significar qualquer tipo de rodovia asfaltada, seja federal, estadual ou municipal

Beira-mar: Cantiga de canoeiros, ao compasso das vogas ou dos remos, no rio Jequitinhonha.

Belzont: Capitar das Minas Gerais.

Bembeu: Pessoa raquítica, mirrada; bezerro enjeitado.

Benss (ou Bênçu) : Benção.

Beraba e Berlândia: Cidades famosas do Triângulo Mineiro. Diz qui tem uma ôtra famosa que cumeça cum “B” e acaba com “raguari”, lá prá ‘quelas banda! O pessoar da capitár nunca sabe se a turma de lá é minerin ou não. Daí fica dizendo que é terra dos triangulinos.E óia que o povo di lá inté acha bão...

Berádurii : Beira do rio.

Bistontado;amalucado, biruta, desequilibrado, da bola virada (ou virado da bola), detraquê, fraco da idéia, gira, pancada, perturbado, pirado, tantã, ter um parafuso de menos ( ou uma telha quebrada), zoró, zoronga, zorongado, zorongo, zureta: Louco.

Bô di'míi :Bolo de milho.

Bocadinho: Pouquinho.

Bololô: Confusão,agitação, briga, dificuldade

Bonserá; Casa de cômodos, cortiço: Habitação coletiva de baixa categoria.

Boque ;artifício, binga: Isqueiro rústico, feito com ponta de chifre.

Bora?: Vamos embora?

Botar os podres pra fora: Falar toda a verdade, mesmo aquilo de que se envergonhe; usar de franqueza

Breguete; trem: Coisa, objeto.

Brol: Pequena mauser, de boldo e de má qualidade

Bruto; cabeça-de-negro, panã, marolo(ô): Araticum do cerrado, dos grandes..

Burgaliana: Tecido listrado, de algodão

Bucha: Esponja.

Burro como uma porta: Tapado, rude; grosseirão, ignorante.

Cadê? ; Quedê: Onde está? Onde fica? Para onde foi?

Cadiquê: Na forma erudita: CAUSDIQUÊ - mineirin tentânu intendê o pruquê d’arguma coisa... 'Por causa de quê?'

Cadizopô : Caixa de isopor.

Câfezim: Cafezinho.

Cair das nuvens: Surpresa diante do inesperado, de acontecimento que não era previsto e com o qual se decepciona

Calumbim: Mata de espinheiros.

Cantazóra? : Quantas horas? (Que horas são?)

Carcaqui! : Clique aqui.

Cariá: Demônio familiar que atazana as pessoas, sendo necessário que se benza a casa para que se vá

Carin: Muito caro.

Cascô fora ; Vazô na braquiara; Rachô no cabirová: Cascou fora; Vazou na braquiara; Rachou no cabirová: Fugiu na hora da briga.

Cata-risco: Superstição, tabu, que impede que se pisem ou saltem riscos no chão.

Catorr : Quatro horas.

Cazumba; Morrinha: Rês morta em atoleiro, mordida de cobra, doença ou acidente.

Cê é muito fedaputa mémo, né?: Você é muito filho da puta mesmo,né? Você é uma pessoa divertida, gosto de você.

Cê num some não: Você não some não (Pode tirar o cavalinho da chuva OU "O que esse imbecil tá achando que é?")

Cêéfiidiquem? :Você é filho de quem?

Cequé quejuditauba ô quejudiladera? : Você quer queijo de tábua (queijo curado) ou queijo de geladeira (queijo fresco)?

Cessaciessionspassnassavás?: Você sabe se esse ônibus passa na Savassi?

Chá-de-caldeirão: Festinha que amigos íntimos do noivo lhe oferecem, poucos dias antes do casamento

Chatilene; Gonda: Corrente de relógio.

Chover no molhado;pregar no deserto, malhar em ferro frio: Insistir sem resultado prático, ou ensinar a quem não tem interesse algum em aprender ou que não tenha capacidade intelectual para a percepção.

Cimadacama : Em cima da cama.

Cincorr : Cinco horas.

Cobó: Estribo de sola

CôDeusss: Vai com Deus.

Coiênu: Colhendo.

Colé, véi?; Qualé,velho?: Qual é a novidade, meu bom e velho amigo?

Comporta: Atenção que se dá a alguém.

Confórfô eu vô: Conforme for, eu vou.

Consolo (ô): Bico, mamilo plástico ou de borracha para crianças.

Contáujogu? : Quanto está o jogo? (Qual o placar do jogo?)

Córgu : Córrego; riacho.

Creindospadi; Credeuspai : Creio em Deus Pai.

Cu do Zé Estêvu: O mineiro tem o estranho hábito de dizer que está no cu do Zé Estêvão, para expressar que está ferrado

Cumênumtiquim: Comendo um tiquinho.

Cuméqsevai?: Como é que você vai? ( Como vai você?).

Cuméquecêchama? : Como é que você se chama?

Cuméquecêtá: Como é que você está? Como vai você?

Currutela ;Gentinha arraia-miúda, refugo social, zé povinho: Ralé.

Dar Seta: Ligar o pisca pra indicar para que lado o carro fará a curva.

De com força: Com força.

De já hoje: Há pouco.

De maior: Maior de idade.

De pá virada: Menino levado.

De primeiro: Antigamente.

Décedo: Ainda é cedo.

Dêdiprósa: Dedo de prosa.

Deizorr: Dez horas.

Dendapia: Dentro da pia.

Dentduforn : Dentro do forno.

Derreár: Dez Reais.

Dêsabençôi; Dêstibençôi; Tibençôi: Que Deus te abençõe.

Desarnado: Desbastado, falando-se de um objeto que se faz de madeira, e já adquiriu o formato da coisa.

Descer solta de toa (ô): Navegar de canoa, durante uma viagem longa, ao sabor das águas, sem remar, para descanso dos braços.

Deu: O messs qui "di mim". Ex : " - Larga deu, sô !"

Deusdi: O messs qui “desde”. Ex: " - Eu sou magrilim deusdi rapazín"

Deusdiqui: Desde que: Eu sou magrilin deusdiqui eu era muleque!

Deusducéu: Deus do céu.

Deuso : Deus.

Dibadaponti : Debaixo da ponte.

Dinterimbebim; Dia inteirinho bebinho: Passei o dia inteiro bêbado.

Dintirínzin : O dia inteirinho .

Divulgar: Não enxergar quase nada ou ver mal e rapidamente os objetos.

Djia! :Bom-dia.

Dizamãe ; Diz a mãe: A mãe sempre diz que...

Dó: O messs qui "pena", "compaixão" : "Ai qui dó, gentch...!"

Dôdestombago: O mesmo que DODESTONGO. (dor de estômago) “Essa danada da minha úrsera dá uma baita dôdestombago.”

Doença-do-ar: Hemiplegia.

Doidimais: Doido demais.

Doisacu tá bão!: Dois sacos tá bom (Vou levar dois saquinhos).

Doncêé?: De onde você é?

Duzorr : Duas horas.

É firme? = É filme?

É logali: É logo ali (Pode significar um local a 100 quilômetros ou mais)

É rapidim: É rapidinho (Vai demorar algumas horas ainda).

Ê! : Olá!

Ei'pass'qui?: Ele passsa aqui?

Embadapia: Debaixo da pia. Ex.: Muié, ele agora tá embadapia.

Embrecho: Mancebia. Dificuldade, problema difícil de ser removido. Empecilho, complicação.

Émezzz: (?). Minerin dimirado do que contaro pr’ele. Podi tá querêno tamém cunfirmá arguma coisa.

Entangado: Tecido grosso, encorpado.

Entrunfado: Amuado, aborrecido, mal-humorado, emburrado

Erêgé or Regígêrar : R.G ou Registro Geral.

Esgandaiado: Cabelo desarrumado, despenteado, desgrenhado, assanhado.

Espenskiuonsédês : Eles pensam que o ônibus é deles.

Espia: Nome da revista VEJA quando chega na distante e pequena cidade do minerin.

Espírito-santo-de-orelha: Aquele que, agindo às ocultas, traz dificuldade a alguém.

Êss'kecêru: Eles esqueceram.

Essonbspassaváss?: Esse ônibus passa na Savassi?

Estaçã: Onde desembarcam os minerin com suas malas cheias de queijo.

Estriziado desbarrigado: Magro.

Eu formei ano passado: Eu me formei no ano passado.

Eu 'sustei: Eu me assustei.

Facão: Moça velha.

Fazer cômodo: Acordo, ajuste

Fazer vista grossa: Omitir-se, fazendo de conta que não vê, embora tenha a responsabilidade de advertir

Faznão : Não faça isso.

Fédaputa; Fiédazunha: Filho da puta; iImpressionante, grande, excepcional.

Ficar da banda podre: Permanecer entre duas posições, ser colocado do lado antipático

Ficar de orelha em pé: Ser cauteloso; desconfiado, ou estar preparado contra algo que levante suspeita.

Ficar de tanga chupando manga: Cair na miséria ou levar grande desvantagem no negócio

Ficar no bem-bom: Colocar a pessoa de quem se fala do lado melhor, por má-fé.

Figo : Fígado.

Foirgo : Fôlego.

Fórfi : Fósforo.

Franga;Taboba: Recusa para dançar ou namorar.

Friagi : Friagem; frio intenso.

Frisete: Grampinho de pernas sobrepostas, destinado a prender os cabelos.

Gastura: Agonia.

Goiabeiro; Catireiro: Aquele que vive de barganhas.

Golim: Golinho.

Gongó; Cascudo: Variedade de pequeno peixe encontrado no rio São Francisco.

Góracedu: Agora cedo.

Górinhamês: Agora mesmo.

Gradadicerveja: Engradado de cerveja.

HU! Irmaum!sumiu disgramado!: Oi,irmão!Sumiu,desgramado; Olá amigo!Você sumiu, danado!

HU! Viadu!: Oi, amigo.

I: Minino, ispecial, eu i ela, vistido.

Iapa: Extremidade larga e chata do chicote, destinada a estimular a alimária.
Inbrúia dôsdoci prolevá : Embrulha dois doces pra eu levar.

In: Forma diminutiva: Piquininin, lugarzin, bolin, vistidin, sapatin...

Inguengado: Perrengue, fraco adoentado.

Inté :Até logo.

Intorná: Quando não cabe na vasilha. Derramar.

Ir a vaca pro brejo: Perder o que se esperava ganho; ou descambar para a violência.

Ir para o beleléu: Morrer; falir, empobrecer.

Iscôdidente : Escova de dente.

Iscuitânu: Escutando.

Iscutanrádio: Escutando rádio.

Isquitinha; Osga: Migalha.

Isturdia ou Istrudia: Esses dias

Jatium; Muriçoca, Moçorongo; Pernilongo: Mosquito da classe do transmissor de impaludismo.

Jizdifora: Cidade minera pertín do RidiJanero. O pessoar da capitar nunca sabe se a turma de lá é minerin ou carioca. Daí fica dizendo que é terra dos carioca du brejo.

Juêi : Joelho .

Jurabé: Diabo.

Kidicár: Quilo de carne.

Kidicarne: Medida empregada na comercialização de carne - quilo de carne - 15 kidicarne = 01 arroba.

Kinem: Advérbio de comparação - igual: Ela saiu bunita kinem a mãe.

Ladiládapia: Do lado de lá da pia.

Lánacadavó: Lá na casa da minha avó.

Laquera: Agitação, inquietação infantil.

Ieu vô tiligá! : Eu vou te ligar (Pode esperar sentado, porque de pé cansa. Você tem que ligar para mim)

Laquera: Agitação infantil.

Lidilêit ; Lidileite: Litro de leite.

Logdecara: Logo de cara; já no início.

Macarrão áiói : Macarrão alho e óleo.

Madre: Útero.

Magrilin;Magrelinho: Indivíduo muito magro.

MariazédeusTáquio: Maria José de Eustáquio.

Mastumát ; Mastumate: Massa de tomate.

Meidapráss : Meio da praça.

Meidiimei : Meio-Dia e meia.

Mémo : Mesmo.

Mércumpróps: Mel com Própolis.

Meu sirviss foi uma peleja danada!: Meu trabalho foi muito difícil!

Meufii : Meu filho.

Meusubrim: Meu sobrinho.

Meutii : Meu tio.

Miafía : Minha filha.

Miamiga : Minha amante.

Miamuié: Minha esposa.

Miavó: Minha avó.

Miçangueiro: Aquele que leva ao mercado consumidor o produto de sua própria horta ou lavoura

Minerin: (pop.) ou MINEIRIN (forma clássica) - Nativo duistádimínass. Típico habitante das Minas Gerais.

Mixirica: Mexerica,tangerina.

Moa(ô): Grupo de pessoas suspeitas.

Módiviola : Moda de viola ou muscão.

Montes Claros: Cidade minera pertín da Bahia, lá prás banda do Norte das Minas Gerais. O pessoar da capitar nunca sabe se a turma de lá é minerin ou baianin. Daí fica dizendo que é terra dos baianos cansado, sabe... Aqueles qui num deram conta de chegá em SumPaulo, daí pararo no mei do camin.

Muntei no 18; montei no 18: Saí correndo.

Na bacia das almas; negócio da China, por preço de galinha morta: Quase de graça, barato, pechincha.

Não ser filho de pai assombrado: Destemido, corajoso

Não ter estrela; não ter estrela na testa: Justificativa de desconfiança sem base

Não valer um tostão furado: Alguém, animal ou coisa sem valor.

Né : Não é?

Negrinha; aparadeira, boneca, mancebo, mariquinha, mariquita: Suporte para coador de café.

Negocin: Qualquer coisa que o minerin acha pequena.

Nêinfudeno ; Nem fudendo: Não, de jeito nenhum.

Nígêro : Ligeiro.

Némermo: (?) Minerin procurando concordância com suas idéias. Os cariocas usaram a expressão para criar o famoso “Né mermo, irmão?” ou “Né,mermão?”, com variação para o “Né mermo, brother?” ou ainda “Né mermo,brôu?”.

Némêss: (?) - Minerin quereno qui ocê concordi c'ás idéia dêle...

Nimim: O messs qui "em mim". Ex:: "- Nóoo, cê vive garrádu nimim, trem !...Larga deu, sô !”

NNN: Gerúndio do minerês: Brincannno, corrennno, innno, vinnno.

Nóoo: Num tem nada a ver cum laço pertado, não ! É o mess qui "nossa!!" ...Vem di: Nóoossinhora !...

No pé da letra: Resposta ou reação imediata.

Nó! Cas co cai ca cuia! : Nossa Senhora! Quase que eu caio com a cuia!

Nóis proseia mais um cadim: Nós conversamos mais um bocadinho.

Noitchi! : Boa noite.

Nossinhora : Nossa Senhora.

Nossinhóradábadia = Nossa Senhora da Abadia.

Novorr : Nove horas.

Nucandicádasalaó: No canto de cá da sala, olhe!

Num: Advérbios de negação usados na mesma frase: Num vô não. Num quero não. Num gosto não.

Numdôconta: Não dou conta; não consigo.

Nunintendi: Não entendi.

Nussa : Interjeição de espanto gerado por uma grande quantidade. É diferente de Núhh, que exprime um grau maior de espanto do que Nussa (esse também tem
diferença do tamanho ou da quantidade, com medição do Núu médio e Núuuuuuuuuuu (grande).Há ainda o Níhh: Espanto em grau bem maior do que Núuu ( raramente usado- só quando é muito grande) ;e,claro,o Nóhh : Nossa.

Núvi;Núvia: Nuvem.

Ó! = Olhe.

Obichopegano: O bicho pegando. Exprime uma qualidade intensa.

Ocê é dos qualé? : Você é de qual família?

Óiaí: Olha aí, ò, toma...

Óiaqui: Minerin tenta chamar a atenção para alguma coisa.

Oin'pégu ôns? = Aonde que eu pego um ônibus?

Oitorra: Oito horas.

Oiuchero: Olha o cheiro.

Ônbs; Ônz: Ônibus.

Oncêmora = Onde você mora?

Oncêtá? : Onde você está?

Oncotô? : Onde que eu estou? Expressão de dúvida usada constantemente quando o mineirim vai pra capitar, ou intão pra SumPaulo.

Ondéopondiônz?: Onde é o ponto de ônibus?

Ondéquepatingatá?; Onde é que Ipatinga está?: Onde fica Ipatinga?

Ondjéquieutô: Onde é que eu estou?

Onquié : Onde que é? É quan nois num sabe pronde é qui nóis vai.

Onzorr : Onze horas.

Óp'cêvê; Óprocevê;: Olha para você ver: Exprime admiração,incredulidade, espanto ou um pedido de atenção seguido de uma explicação.

Óssócêvê : Olhe só para você ver.

Ostrudia: Variação: ASTRUDIA . É quan um mineirim num qué fazê arguma coisa hoje (outro dia). “Ostrudia/Astrudia nóis vai, cumpadre!”

Ôuuá sô...tô fora : Credo! De jeito nenhum.

Pacarai : Pra Caralho.Muito.

Padaná: Pra danar;pra cacete.Muito.

Paiporô; mané-besta: Tolo, abobalhado.

Palavra de rei: Garantia de compromisso verbal.

Pão di queijo: Cumida fundamentar na mezz minêra e que disputa c'o tutú a preferênça alimentar desse povo.

Pão di sal: Pão francês.

Pasdidenti : Pasta de dente; creme dental;dentifrício.

Passar mel na boca: Enganar ardilosamente, iludir com falsos elogios.

Passarin Prêtu ; Passupretu: Passarinho preto;Pássaro preto.

Pateco; cebolão: Grande relógio de bolso.

Patingaumtuitabaum = Ipatinga 1 x 1 Ituiutaba.

Patola: Preguiçoso, moleirão.

Peg'láu'copimp'cê : Pegue lá um copinho pra você.

Pelejânu: O mess qui tentânu: " - Tô pelejânu qü' esse diacho né di hoje!

Perder a tramontana: Sair do sério, romper o equilíbrio emocional, perder a calma, partir para a ignorância

Pescar de rodada: Pescaria de anzol que se faz no São Francisco enquanto se navega, de canoa, rio abaixo

Pigarro: Estronca, escora de cabeçalho de carro de boi.

Pincumél : Pinga com mel. “Si ocês tá cumeçano a constipá, toma logo uma pincumel que é prá mode sarar”

Pixii!: Psiu!!;para pedir silêncio ou atenção.

Podre de rico: Riquíssimo, endinheirado

Põe log'es chinelu, mininim : Ponha logo esse chinelo, menino.

Pondiônz : Ponto de ônibus.

Ponditács: Ponto de táxi.

Pópôpó: Pode pôr pó?

Pópoupoquin: Pode pôr um pouquinho.

Pôr a mão na consciência: Advertência para que se medite no erro passado ou futuro.

Por um triz: Aplica-se à ocorrência que por pouco não se realizou e que, dado o caso, traria dificuldades ou prejuízo

Pra caramba: Muito

Prancha; pichorra.: Égua..

Prantânoumtiquim: Plantando um tiquinho.

Precissconveçácocê: Preciso conversar com você.

Prestenção: É quan’um mineirin tá falano mais cê num tá ouvino.

Proncêvai? : Pra onde você vai?

Proncovô? : Para onde que eu vou? É quan nóis inda num discubriu pronde é qui nóis vai e tá quainahora.

Prônostam'ínu? : Para onde nós estamos indo?

Propóis = Propósito.

Prusiânumtiquim: Proseando um tiquinho.

Pular de ponta cabeça: Com a cabeça para baixo e as pernas para cima.

Purmão : Pulmão.

Quánahora; Quainahora: Quase na hora. Expressão que indica que o minerim está ficando atrasado: “Si nois num apertá a marcha, nóis vai chegá dispois do casório”.

Quanquié ?: Quanto que é? (Quanto custa?)

Quanscusta?: Quanto custa?

Quatódatárdi : Quatro horas da tarde.

Quédáuavoltindicarro?: Quer dar uma volta de carro?

Quéde meus keds?: Aonde estão os meus tênis?

Quéu'ma carnin? : Quer uma carninha?

Qui Belezura: Expressão que exprime aprovação; quando o mineirim gostou de alguma coisa.

Qui trem é esse? : O que é isso?

Quiabar: Desfazer negócio já realizado.

Quimulequi massensensnossão, sô:Que moleque mas sem "senso de noção",cara!

Quincantonte = Há cinco dias.

Quióração: Que horas são?

Quiném: Advérbio de comparação. Ex: "É bunita qui dói, quiném a mãe !"

Rabo de foguete: Tarefa espinhosa e, por natureza, difícil de ser cumprida

Rachar os bico: Rir.

Riúna; jegue: Roupa larga no corpo, mal-ajambrada, que é paga ao recruta, quando senta praça no quartel.

Rreda pra cá, homi!;Arreda pra cá,homem: Chega pra cá,rapaz.

Rreda pra lá ; Arreda pra lá: Chega pra lá.

Ruditrais: Rua de trás.

Rudumeii: Rua do meio.

Sá: Fim de quarqué frase dita a uma muié: “Cê ta boa, sá?”

Sanduba : Sanduiche.

Santo do pau oco : Pessoa de falsa pureza ou moral fingida.

Sápassado : Sábado passado.

Saudádocê-sô : Saudade de você,cara.

Saúde de ferro: Aquele que quase nunca adoece.

Seizorra : Seis horas.

Sem Doce: Alimento sem açúcar.

Sêsquivem: Sexta que vem.

Séssetembro : Sete de setembro.

Setiiorra: Sete horas.

Sinal: Semáforo.

Sô: Fim de quarqué frase, especialmente pros hômi: “ Cuidadaí, sô!”

Sôfii : Sou filho.

Sôfii diputa: Seu filho da puta.

Sono de pedra: Aquele que não acorda facilmente porque tem o sono pesado.

Subir na tamanca: Reagir, perder o bom senso, irritar-se com uma pessoa.

Sucêfôeuvô: Se você for eu vou.

Sufregante; Num átimo, abrir e fechar de olhos: Algo que acontece numa fração mínima de tempo.

Sumíid'uai : Sumido,uai!; Faz muito tempo que eu não te vejo.

Surdo como uma porta; surdo como tíu: Portador de surdez bastante acentuada.

Tá cum jeidi chuva : Tá com jeito de chuva;parece que vai chover. (Cansei desse papo idiota e vou embora).

Tá Ruim: Alimento estragado.

Tagustin = Santo Agostinho.

Tapuraí : Tá por aí (Procura que você acha, seu preguiçoso)

Táquantu-u-abóbrão? : Tá quanto o preço desse abobrão? (Qual o preço dessa abóbora grande?)

Tardanoiti : Tarde da Noite.

Tardji! : Boa tarde.

Ter sangue no olho: Valente, corajoso

Tii: O irmão do pai ou da mãe: Mulher do tii é a txiiiiaa.

Tidiguerra : Tiro de guerra.

Tijãocordôcedim: O tio João acordou cedinho.

Tiquimdinada: Tiquinho de nada;economiza!

Tiquinho; Tiquinho: Pouquinho.

Tirar o cavalinho da chuva: Desistir

Tirimdiguerra (tirinho de guerra); Alííí ; Pertim: Após vencer duas ladeiras, dobrar esquinas, fazer 20 curvas, pegar cinco ônibus,andar mais seis quarteirões, e ainda dar mais 100 passos, você chega.

Tirisdaí; Tissodaí: É quan um trem tá travessado bem in frente di nóis: Tirisdaí minino! Tá travancando o caminho. (Tira isso daí)

Tirissa: Icterícia

Tô atrais docê: Estou atrás de você; vai primeiro que eu vou depois OU "Estou te procurando".

Tôgarrádo; Tô agarrado: Pode ter a certeza que vou.

Tô na Broca : Estou morrendo de fome.

Tontim qui nem gambá moiadu; Tontinho que nem gambá molhado: Bêbado.

Tonto; Loncho; Bicudo: Bêbado.

Tôtontimdísono; Tô tontinho de sono: Estou com muito sono.

Tôin Cars : Antônio Carlos.

Tradaporta : Atrás da porta. Receita mineira: “Si a visita si isqueceu de tomá rumo de casa, cês põem a vassora tradaporta, qui num instantim ela vaimbora”.

Trádaserra: Atrás da serra.

Transantonte : Antes de anteontem.

Treizorr : Três horas.

Trem: Palavra que não tem nada a ver com transporte, e que quer dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem? Qui trem é esse atrás d’ocê?Substitui qualquer outro substantivo concreto ou abstrato (exceto quando for meio de transporte de via férrea: neste caso é troço ou tremdiférru).

Triango Minero: Triângulo Mineiro.

Troar: Fugir ou sair depressa, correndo.

Troço: É quiném trem.

Trudia: Outro dia.

Tutu: Mistura de farínn di mandioca cum feijão massadím e uns temperin lá da horta. Bão dimais da conta...

Uai: u.a.i. 1. - Corresponde ao "UÉ", dos paulistas. Melhor Definição: "Uai é uai,...uai !Se uai não fosse uai, uai não seria uai,uai!”

Uai, subiu? : O preço aumentou?

Udisgramáleu úbiêti; O desgramado leu o bilhete: O infeliz leu o bilhete.

Umorr : Uma hora.

Uszômi: Polícia.

Vacavém: Parte traseira do carro de boi ou travessa que prende a extremidade posterior das chedas.

Vai cagá di morro abaixo pra vê a bosta rolá : Vai cagar morro abaixo pra ver a bosta rolar (essa é a pior e mais definitiva ofensa que se pode dizer a uma pessoa).

Vai tê'ma festa'manhã, sô/sá. Cê anima?: Vai ter fes amanhã,cara/mina.Você se anima a ir?

Vamuintrápadentu;: Vamos entrar para dentro: Vamos entrar.

Vamu picá mula?: Vamos picar a mula? Vamos embora?

Varge: Aquele legume verde rico em fibras. Serve tamém pra dizê daquelis lugar nos pé de morro ondi fica chei d’água no chão, e que o pessoar usa pra prantá arroz. (Várzea).

Varginha: Cidade minera pertín de Sum Paulo. O pessoar da capitár nunca sabe se a turma de lá é minerin ou paulista. Daí fica dizeno que é terra dos parlista frustrado.

Varsal: Cada um dos figurantes não graduados da Guarda de Moçambique e, por extensão, de qualquer guarda de Nossa Senhora do Rosário.

Véi, eu vô ligá o som um poquim. Cê incomoda?: Velho (amigo), eu vou ligar o som um pouquinho. Você se incomoda?

Vemcá; Olhaqui (ao telefone) : Vem cá;olha aqui: Preste atenção no que estou te dizendo.

Vendênu: Vendendo.

Vênu : Vendo.

Verdade nua e crua: Aquela que envergonha, fere ou desmoraliza.

Vidiperfumi: Vidro de perfume. Vidiperfum: É donde se guarda aquelas água de chero.

Viisprés = Via Expressa

Vixxxxxxx :Interjeição de concordância ou espanto.

Vôdibiscréta: Vou de bicicleta.

Vôlivoltogurinhamess: Vou ali e volto agora mesmo; vou ali e volto já.

Xeidasnovíora : Cheio das nove-horas; cheio de frescura.

Xepracá; Chega pra cá: Vem pra perto de mim

Xôcabádicopiá?: Deixa eu acabar de copiar?

Zé Dendágua ;Zé Dentro Da Agua.: Babaca .

Zói : Olhos.
















SER MINEIRO É




Adorar angu, frango e quiabo.

Amar a liberdade.

Comer feijoada com couve, farofa e laranja picadinha.

Cultivar as letras e as artes.

Dizer: “Hem”, enquanto pensa duas vezes para responder uma pergunta.

Estar atento enquanto todo mundo está distraído.

Falar pouco e escutar muito.

Falar "Uai".

Fingir que não sabe aquilo que sabe.

Gostar de política.

Levar o turista a passeios que misturam cultura e esporte, negócios e política.

Lutar pela conservação de casas, museus e igrejas em estilo colonial.

Não andar no molhado.

Não dar rasteira no vento.

Não esticar conversa com estranhos.

Não dizer o que faz nem o que vai fazer.

Não laçar boi com embira.

Não pisar no escuro.

Não trocar um pássaro na mão por dois voando.

Passar por bobo e ser inteligente.

Seguir o lema “Devagar, mas sem perder o bonde”.

Ser sempre calado, como as montanhas que o cercam.

Ser consciente do tamanho do braço e do chapéu,e deixá-lo apenas onde a mão alcança.

Ser diferente e ter marca registrada.

Ser hospitaleiro.

Ser religioso e conservador.

Só acreditar na fumaça quando vir o fogo.

Só arriscar quando tiver certeza.

Não ser apenas esperto, mas desperto.

Ter história, simplicidade e pureza, humildade e modéstia, coragem e bravura, fidalguia e elegância, esperança, sabedoria, bondade, desconfiança e cuidado.

Vender queijo branco.

Viver nas montanhas.




Ser Belorizontino É



Achar as maravilhosas vistas da Serra do Curral e da Orla da Lagoa da Pampulha as coisas mais normais do mundo.

Achar normal os homens vestidos de mulher na Rua da Bahia uma semana antes do Carnaval.

Achar normal ver montanhas no horizonte o tempo todo.

Adorar ir ao Mineirão ou Mineirinho quebrar um recorde básico de público.

Almoçar na casa da avó todo domingo

Assistir jogos de futebol no Sausalito (que agora é Coiote)

Comer um fígado acebolado com jiló no Mercado Central.

Comemorar as vitórias da Seleção no alto da Afonso Pena ou Savassi.

Comprar bichinhos no Mercado Central.

Conhecer alguém do Clube da Esquina, Skank, Pato Fu, Jota Quest, ou até Tianastacia e do Calix.

Considerar o pão de queijo da sua avó o melhor.

Desconhecer o significado de “maresia”.

Dizer, quando alguém fez alguma coisa muito bem, que ele"teve as manha”.

Dizer que a torcida do América é sinônimo de Fusquinha.

Entender a música “Garota Nacional”, do Skank.

Escrever Belorizontino.

Esperar ansiosamente o ano inteiro pelo Pop Rock.

Falar cê", "procê", "nocê", "concê", "quidicarne", "lidileite", "masstumate", "ons", veio", ou "vei”.

“Fragar” quando entende alguma coisa.

Ir a um churrasco todo fim de semana.

Ir à Praça da Liberdade ver a iluminação de Natal ou pelo menos tentar ver porque é impossível estacionar o carro, e então ficar dando voltas ao redor da praça com o carro no meio de um congestionamento-monstro,para captar os detalhes.

Ir ao shopping pelo menos uma vez por semana.

Já ter andado de bicicleta ou patins no estacionamento do Mineirão, e de jumentinho ou pedalinho no Parque Municipal.

Já ter ido ao Mirante das Mangabeiras com a galera tomar vinho e comer pipoca.

Já ter dançado o xenhem-nhem pelo menos para pagar uma prenda.

Já ter feito caminhada ecológica para ver as cachoeiras da Serra do Cipó.

Já ter feito ou ter visto alguém fazer pão-de-queijo.

Já ter ido ao Mineirão pelo menos uma vez, nem que tenho sido naquelas excursões babacas da escola.

Já ter sentido a força da gravidade na Rua do Amendoim.

Já participado de pelo menos um campeonato de Peteca.

Já ter tentado dar a volta de bicicleta na Lagoa da Pampulha,partindo da frente do Iate,do PIC ou do Museu.

Já ter ido ao Café Três Corações,mesmo sem gostar de café.

Já ter matado aula pra fica jogando truco com os amigos.

Já ter ouvido Paschoal, Kakinho Big-Dog e o Totonho.

Já ter tomado banho de mangueira e saber o que isso significa.

Já ter comido o spaguetti do Bolão ou do saudoso Scaramuchi, e o acarajé da Feira Hippie.

Já ter saído bêbado do Stadjever.

Jurar de pé junto que conhece alguém que conheceu a Hilda e o Malthus "verdadeiros”.

Levar turista pra tomar uma no Redondo.

Medir as distâncias com morros: “Daqui até lá são três morros”.

Não ter mar,e por isso ir ao bar.

Não ver nada de estranho em uma igreja em forma de montanha.

Passar as férias de janeiro em Cabo Frio ou Guarapari.

Raja Gabaglia, Raja Gabalha, Raja Gabalia ou só "Raja".

Reclamar da quantidade ilógica de semáforos na cidade.

Saber as lendas do Capeta do Vilarinho e da Loura do Bonfim.

Saber da rivalidade entre Pitágoras e Promove, Batista e Magnum, Cefet e Colltec.

Saber de cor o telefone do Telepizza Mangabeiras.

Saber quando está sendo mascado.

Saber que a Av. Catalão não existe.

Saber que a Guaicurus não é uma rua qualquer.

Saber que a Feira Hippie não tem nada a ver com Woodstock e que lá praticamente não tem hippies.

Saber que a Savassi não fica na França.

Saber que a natureza é implacável: quem nasce mané,cresce,vive e morre assim.

Saber que a Pampulha é uma região,e não um bairro.

Saber que a Savassi é uma bosta,mas continuar passando por lá.

Saber que a Serraria Sousa Pinto não é uma serraria.

Saber que além de ter virado universidade, a Fumec é a faculdade onde estudam as pessoas mais ricas de BH, e não a UFMG, como dizem por aí.

Saber que a Guaicurus não é só uma rua.

Saber que cafezal não é uma plantação de café.

Saber que cursinho é igual a Bar do João na Savassi.

Saber que Redondo e Bolão não são dois caras gordos.

Sabe que a Seis Pistas não tem - e nunca terá - Seis Pistas.

Saber que o nome "Pirulito da Praça Sete" é obsceno mas é tão comum que você simplesmente esquece isso.

Saber o motivo do nome Serra do Curral.

Saber que o Sepultura nasceu em Santa Tereza.

Saber que os ônibus amarelos são os circulares, os azuis, bairro-a-bairro, e os vermelhos e verdes vão bem longe.

Saber que o pessoal do Itapoã, Venda Nova, Planalto e Ouro Preto sempre tira onda dizendo que mora na Pampulha.

Saber o significado de “Pelinha”.

Saber que seis entre cada dez amigos seus têm pelo menos uma banda de rock.

Saber que ser convidado a tomar um cafezinho “qualquer dia desses” na casa de alguém significa que você nunca irá fazer isso.

Saber que Três Lobos não é o pior pesadelo dos Três Porquinhos.

Saber que quando alguém te chama para ir ao MacDonalds vocês não vão apenas lanchar
Saber - mesmo sem ninguém ter te ensinado isso - qual caminho pegar para ir ao Mineirão (que tem como nome oficial "Estádio Governador Magalhães Pinto”): cruzeirense é na Catalão, e atleticano é na Antonio Carlos.

Saber o que é a TV Alterosa.

Saber o que é "pagar prenda".

Saber o que é o Bar Nacional.

Saber o que é o Caol e conhecer o Palhares e o Marcinho.

Saber o que é um coreto.

Saber o que foi o programa da Tia Dulce.

Saber o que significa quando alguém te chama pra ir a BH ou pra Macacos.

Saber o que tem no alto da Afonso Pena à noite, além da vista.

Sempre usar a frase: "Eu fui ali no trem coisar o troço."

Sentir vertigem em lugares planos.

Sentir saudades do Bar do Lulu.

Ser sócio de pelo menos um clube.

Ter assistido "Hilda Furacão" só pra ver os lugares que já conhecia.

Ter assistido Wilson Sideral no seu colégio.

Ter o MacDonalds – principalmente o da Savassi e o do Ouro Preto – como principal ponto de encontro.

Ter o Parque Guanabara como parte da infância.

Ter ido "ver" o Papa na Praça do Papa.

Ter Willy Gonser ou Alberto Rodrigues como ídolos.

Ter soltado papagaio na Praça do Papa.

Usar o “Uai” como ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e vírgula, e “Trem” como palavra- curinga.






























OBRAS FAMOSAS TRADUZIDAS PARA O MINEIRÊS


A Nuviça Reberde (The Sound of Music)

A Pôndu'rii Cai (The Bridge on the River Kwai)

Adondi us fracu num tem veizi (No Country for Old Men)

Ajuntanu as Percupação Tudo (The Sum of All Fears)

An's di batê as bota (The Bucket List)

Armagedão (Armageddon)

Biêti Premiadu (Lucky Numbers)

Chêro di Muié (Scent of a Woman)

Cidáduzanju (City of Angels)

Coné (Con-Air)

Corre Qui Us Ômi Tão Vinu Aí Sô (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!)

Di Vorta Pru Futuru (Back to the Future)

Dii di truvuada (Days of Thunder)

Doidimais da Conta (Mad Max)

Dois Fii di Chico (Dois Filhos de Francisco)

Dozi Ômi i ôtro Sigredim (Ocean's Twelve)

Durdimatá (Die Hard)

Eita, min'nossinhora! Bateu! (Crash)

Faiz festa cum's lôb' (Dances With Wolves)

Furmuzura das Gringa (American Beauty)

I u Vendavár Levô (Gone With The Wind)

Imbanana Dioni i a Úrtima Percurada do Copim di Jisuis (Indiana Jones and the Last Crusade)

Imbanana Dioni i u Casarão da Pirdiçãum (Indiana Jones and the Temple of Doom)

Imêi Procê (You've Got Mail)

Iscáfeis (Scarface)

Ispártacu (Spartacus)

Isqueceru d'eu aqui, sô! (Home Alone)

Mió Impussivi (As Good as It Gets)

Missãu Impussíve (Mission: Impossible)

Motoquêru Assombraçãum (Ghost Rider)

Muié Diôro (Million Dollar Baby)

Notrudia (The Day After)

Nus tempu du Guméx (Grease)

Óia procê vê quem tá pruzianu! (Look Who's Talking)

Ôio di Cobra (Snake Eyes)

Ômi Chuva (Rain Man)

Ômi di Ferru (Iron Man)

Ômi Mussêgo : U Cavalêro da Iscuridaum (The Dark Knight)

Ômi Mussêgo (Batman)

Ômi Mussêgo Biguins (Batman Begins)

Ômi Mussêgo contra u Ômi Pingüim (Batman Returns)

Ômi Mussêgo mostra o rêgo (Batman Forever)

Ômi Mussêgo vira viadim (Batman & Robin)

Ômi-Aranha (Spider-Man)

Ômis di Pretu (Men in Black)

On'cê vai, sô? (Quo Vadis)

Onzi Ômi i um Sigredim (Ocean's Eleven)

Parqui dus Dinussauru (Jurassic Park)

Péguêu s'ocê pudé(Catch Me If You Can)

Percuranu Nemu (Finding Nemo)

Pra o 'fessor cum carinhu (To Sir With Love)

Quéiss', Cumpadi? (O que é isso, Companheiro?)

Ratatú (Ratatouille)

Recoque (Hancock)

Risca-faca nu ispaçu (Star Wars)

Róbiúdi (Robin Hood: Prince of Thieves)

Rúrquio (Hulk)

Tauó (Star Wars)

Tópigãum (Top Gun)

Toró (Twister)

Trem di Doido (Runaway Train)

Trem Pirigosu (Lethal Weapon)

Trudia dipôi damanhã (The Day After Tomorrow)

U Códavinssi (The Da Vince Code)

U Contadô di Causo (Forrest Gump)

U Cumedô (Predator)

U Devogadu du Coisa Ruim (The Devil's Advocate)

U Isterminadô du Futuru (Terminator)

U Mágicu di Ó (The Wizard of Oz)

U Manda-Chuva da Famíia da Máf'a (The Godfather)

U Mulequi Incapetadu (Problem Child)

U Murim (The Wall)

U Musquitim (The Fly)

U Ômi Intiligenti (A Beautiful Mind)

U Ômi Uço (Grizzly Man)

U Ônz Doido (Speed)

U Profiçonau (Léon:The Professional)

U Rei Liãum (The Lion King)

U Sessintidu (The Sixty Sense)

U Sigredim (The Secret)

U Silên's dus'Inucenti (The Silence of the Lambs)

U Sinhô dus'Anel (The Lord of the Rings)

U Úrtimo Samurai (The Last Samurai)

U veím i u má (The Old Man and the Sea)

Uma Armadía pra Rogériu Cuêio (Who Framed Roger Rabbit)

Uóle (Wall-e)

Uóxmê (Watchmen)

Us Caçadô du Baú Sumidu (Raiders of the Lost Ark)

Us Carbói Viado (Brokeback Mountain)

Us Causo di Nárnia: U Lião, a Macumbera i u Guarda-Ropa (The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe)

Us gáio da raiva (The grapes of wrath)

Us Imbalu di sáb'di noiti (Saturday Night Fever)

Us Incríve (The Incredibles)

Us Intocávi (The Untouchables)

Us Rii Vrimei (Les Rivières Pourpres)

Us Sinár (Signs)

Vaquêrus du ispaçu (Space Cowboys)

Vixi! (Wow)

Xereca (Shrek)








PIADAS



























1)Mineirin, miudinho, todo tímido, embarca no ônibus de Divinopolis para BH.

Seu colega de poltrona é um negão de 1,80 m de altura, com cara de poucos amigos.

Negão no maior ronco e mineirin todo enjoado com as curvas da estrada.

A certa altura Mineirin não aguenta e vomita todo o jantar no peito do Negão.

Mineirin no maior desespero e Negão ainda roncando...

Chegando em Betim, o Negão acorda e passa a mão no peito todo melecado.

Olha indignado e confuso pro mineirin, que, imediatamente, bate a mão no seu ombro e pergunta:

- Cê miorô?




2)Um sério (seríssimo) pesquisador científico fez um levantamento a nível nacional, por encomenda do Humortadela, para saber as coisas que o homem brasileiro mais gostava.
Em todos os cantos do país a resposta era uma só:

-Dinheiro e mulher!

Quase ao final da pesquisa, ele encontrou um mineirinho do interior sentado de cócoras a beira da estrada pitando um cigarro de palha.

-Bom dia.

O mineirinho deu uma tragada, cuspiu de lado e respondeu:

-'Diiia, sô.'

-Estou fazendo uma pesquisa para saber as coisas que o homem brasileiro mais gosta. O senhor pode me responder?

O mineirin deu mais uma pitada e mais uma cuspida:

-Uai, sô. As coiss qui us homi mais gosta é 'dinheiru, muié e...bicho di pé!'.

O pesquisador, estranhando a inclusão do item 'bicho de pé' na resposta, perguntou:
-Olha, todo mundo falou dinheiro e mulher. Mas e o bicho de pé?

Mais uma pitada e mais uma cuspida, o mineirinho retruca:

-Uai, sô. Pra que qui serve nóis tê dinheiru e muié, se o 'bicho' num ficá di pé?


Mineirim chega num bar e pergunta:

- Ocê pode me vender uma pinga fiada?

O dono do bar responde:
- Tá vendo aquele cara ali bem forte e alto? É o seguinte: de tanto ele malhar, seu pescoço ficou pequeno, e quem o chama de Pescossim leva uma baita surra. Se você chamar ele de Pescossim eu lhe vendo fiado por um ano!

Mineirim chega até a mesa e dá uma batida nas costas do cara e diz:

- Meu amigo, como vai?

- Mas eu nem lhe conheço...

- A gente pescô junto!

- Não pescô não!

- PESCÔ SIM!...




3)Mineirim, no leito de morte, decidiu ter uma conversa definitiva com a sua companheira de toda a vida sobre a fidelidade da mesma:

- Muié, pode falá sem medo...já vô morrê mess e prifiro sabê tudim direitim... Ocê arguma veiz traiu eu?

- Ô Zé, num fala dessas coisa que eu tenho vergonha....

- Pode falá muié....

- Quero não!...

- Fala muié, disimbucha...

- Mió dexá pra lá,Zé.

- Vai, conta...

- Queto, Zé, morre em paz!

Depois de muita insistência ela resolveu abrir o jogo:

- Tá bão Zé, vou contá, mais num si responsabilizo.

- Pode contá.

- Óia, Zé, traí sim, mas foi só trêis veiz.

- Intão conta sô! Trêis veiz nessa vida toda até qui num foi muito!

- A primera foi quando cê foi demitido daqueli imprego qui ce brigou cum chefe.

- Ué, mas eu fui adimitido dinovo logo dispôis, sô.

- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum ele, acabei dano pra ele e ele ti contratô di vorta.
- Ah, muié, cê foi muito boa cumigo...essa traição num dá nem pra leva mar, foi pela necessidade da nossa famía... tá perdoada. E a segunda?

- Lembra quando cê foi preso pru modi daquele furdunço que cê prontô na venda?

- Lembro muié, mas num fiquei nem meio dia na cadeia.

- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum delegado e acabei dano pra ele ti sortá.

- Ê muié, isso nem conta também não, a carsa foi justa...imagina ficá preso lá um tempão. Ocê nem me traiu, foi pela nossa famía e pela minha liberdade, uai. E a úrtima?

- Lembra quando cê si candidatô pra vereadô?

- Lembro muié...quase me elegeru.

- Pois é ..... eu qui consegui aqueles 2.752 votos.





4)UM GERENTE DE VENDAS RECEBEU O SEGUINTE FAX DE UM DOS SEUS NOVOS VENDEDORES:

''SEO GOMIS, O CRIENTE DE BELZONTE PIDIU MAIS CUATRUCENTA PESSA. FAZ FAVOR TOMÁ AS PROVIDENSSA.ABRASSO, NIRSO.''


APROXIMADAMENTE UMA HORA DEPOIS, RECEBEU OUTRO:

''SEO GOMIS, OS RELATÓRIO DI VENDA VAI XEGÁ ATRAZADO PROQUE TÔ FEXANO UMAS VENDA.
TEMO QUE MANDA TREIS MIL PESSA. AMANHÃ TÔ XEGANO.ABRASSO, NIRSO.''


NO DIA SEGUINTE:

''SEO GOMIS, NUM XEGUEI PUCAUSA DE QUE VENDI MAIS DEIS MIL EM BERABA. TÔ INDO PRA BRAZILHA.ABRASSO, NIRSO.''


NO OUTRO:

''SEO GOMIS, BRAZILHA FEXÔ 20 MIL. VÔ PRA FROLINOPOLIS E DE LÁ PRA SUM PAULO NO VINHÃO DAS CETE HORA.ABRASSO, NIRSO.''


E ASSIM FOI O MÊS INTEIRO.


O GERENTE, MUITO PREOCUPADO COM A IMAGEM DA EMPRESA, LEVOU AO PRESIDENTE AS MENSAGENS QUE RECEBEU DO VENDEDOR.

O PRESIDENTE ESCUTOU ATENTAMENTE O GERENTE E DISSE:

''DEIXA COMIGO, QUE EU TOMAREI AS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS.''

E TOMOU...

REDIGIU DE PRÓPRIO PUNHO UM AVISO E O AFIXOU NO MURAL DA EMPRESA, JUNTAMENTE COM AS MENSAGENS DE FAX DO VENDEDOR:

"OS PHD DO ÇETOR DE MARQUETINGUE DA IMPREZA KI NUM MOSTRÁ CIRVIÇU TÃO DIMITIDO ÇUMÁRIAMENTI, INCRUSIVI O GOMIS. MOTIVU: DIPROMA DIMAIS, CUMPETENÇA DIMENUS! A PARTI DI OJE NOIS TUDO VAMU FAZÊ FEITO O NIRSO. SI PRIOCUPÁ MENOS EM ISCREVÊ SERTO,MOD VENDÊ MAIZ.

ACINADO, O PRIZIDENTI ".



5)O mineirim Zé, caipira lá di Berlandia, entrou no consultório, e meio sem jeito foi falando:

- Dotô, o trem não sobe mais. Já tomei de tudo quanto há de pranta, mas não sobe mais mêsm.

- Ah não, meu amigo Zé. Vou te passar um medicamento que vai deixar você novo em folha. São 50 comprimidos, um por dia.

- Mas dotô, eu sou um homi simples da roça. Só sei contar té dez nos dedo e mais nada, uai..

- Então você vai numa papelaria, compra um caderno de 50 folhas. Cada folha que você arrancar por dia, tome um comprimido. Quando o caderno acabar você já vai estar curado. A receita está aqui.

- Brigado, dotô. Vou agora mesmo comprar essi tar di caderno.

E logo que saiu do prédio, o Zé Caipira avistou de fato uma papelaria ali perto. Entrou, a moça veio atender.

- Moça,eu precisava de um caderno de cinquenta fôia.

- Brochura?

- Médiquim fí da puta....... Já telefonô pra espaiá meu pobrema!



6)Em uma cidadezinha do interior de Minas havia uma figueira carregada dentro do cemitério.

Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e pegar todos os figos.

Eles pretendiam fazer doce de figo e vender, ganhando boa grana.

Pularam o muro, subiram na árvore com sacolas penduradas no ombro e começaram a dividir o prêmio'.

- Um pra mim, um procê.

- Um pra mim, um procê.

- Ò, ocê deixou dois grandes caírem do lado de lá do muro!

- Não faz mal, depois que a gente terminar aqui, pegamo eles.

- Então tá bãom. Mais um pra mim, um procê.

Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um p´rocê' e saiu correndo para a delegacia.

Chegando lá, virou para o policial e disse:

- Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!

- Ah, cala a boca, bêbado.

- Juro que é verdade, vem comigo.

Tanto insistiu, que os dois foram até o cemitério; chegaram perto do muro e começaram a escutar...

- Um para mim, um procê.

O guarda assustado:

- É verdade! É o Dia do Apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?

- Um para mim, um procê. Pronto, cabamo! E agora?

- Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro e vamos dividir um para mim e outro procê...



7)O caboquim cordô cêdo, ispriguíçô, lavô as mão na gamela,limpô uzói, sinxugô, tomô café, pegô a inxada, sivirô pra muié I falô:

- Muiééé, tô inoprotrabaio.

Quano q'êle saiu da casa, ao invêiz dií prá roça, ele subiu num pé di manga I ficô iscundidim.

De repente pareceu um negão, e foi inté upé di manga, I nem si percebeu q'o caboquim tava lá inrriba.

Pegô u'a manga... chupô, pegoôta, I mais ôta... I a muié du caboquim chego na janela e gritô:

- Póvim, ele já foi!

I o negão largô as manga I sinfurnô dendacasa du caboquim.

O caboquim, danado de ráiva, desceu da árvre, pegô um facão e intrô na casa.

Quandele abriu a porta ele viu o negão chupano as teta da muié, intonsi levantô u facão e falô:

- Vai morrêêêêê, negão!!!

E num é cunegão puxô um 38 da cintura, I pontô pro caboquim falano:

- Pruquê qui eu vômorrê?

E o cabuquim:

- Uai! Cê chupô trêis manga e agora tá mamando leite. Assim vai morrê, pruquê manga cum leite faiz mar,uai! Cê num sabia?



8)Dona Maria descobre que está sendo traída e decide se queixar com o melhor amigo do marido, Pedrão, um negão de 2,10m, um armário (de portas abertas).

- Pedrão, meu marido anda me traindo e vou pagar na mesma moeda.

- Mulé, façisso não.. É tudo intriga do povo.

- Não, infelizmente é verdade. E para eu poder pagar na mesma moeda, Pedrão, o esculido foi você.

- Qué isso cumade? Não posso fazer uma desgraceira dessas.

- Pode sim. Tu conhece camisinha?

- Conheço sim... né aquele trem, com um oizinho que bota na cabeça da pimba, pra mode faze ozadia?

- É isso mesmo, então tu vai se preparando aí, que eu vou dá um banho na bichinha pra módi a gente começá a saliênça.

Quando Maria volta do banho tem uma tremenda surpresa.

Tá Pedrão com a camisinha enfiada na cabeça, já quase com as orelhas dentro da bicha.

Ela diz:

- Pedrão! Sé doido? Isso é pra botar na pimba, hômi de Deus!

E ele responde:

- Eu sei mulé; só tô afroxano...




9)Em tempos de eleição, dois candidatos mineiros adversários, um da cidade - o "Coroné", e outro caipira - o "Mineirim", se encontram na mesma barbearia.

Lá, sentados lado a lado, não se falou palavra alguma.

Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa, pois poderia descambar para discussão e o "Coroné" só andava armado.

Terminaram a barba de seus clientes mais ou menos ao mesmo tempo.

O primeiro barbeiro estendeu o braço para pegar a loção pós-barba e oferecer ao "Coroné", no que foi interrompido rapidamente por seu cliente:

- Não, obrigado, a minha esposa vai sentir o cheiro e pensar que eu estava num puteiro.

O segundo barbeiro virou-se para o "Mineirim":

- E o senhor? - indagou.

- Uai, popassá,sô! A minha muié num sabe mesmo como é cheiro de puteiro.


Dizem que a barbearia está fechada para reforma...



10)Os primos da cidade foram passar o Natal com os parentes do sítio.

Alguns dias depois após o Natal, tava lá o primo da cidade esnobando o primo caipira, sobre o que tinha ganho de presente,e querendo se mostrar, falou:

- Primo, viu o que eu ganhei de presente? Um 'iPod'! Espetacular.

- Bão, primo, muito bão! Bão dimais da conta,sô.

- E o que foi que você ganhou?

- Ganhei isso aí tamém, uai.

- Mas, quem te deu?

- Sua irmã, ontem.

- E de que marca era?

- Sei lá, primo.Nóis tava onti nadano pelado na cachuera.Eu cheguei por trás dela e incostei.Ela virou pra mim e falô: 'Aí Pode!'.É bão dimaissssss, primo. Agora, si tem marca eu sei não, aqui nóis conheci como cu.



11)O Mineirim saiu lá do interior e foi a Belo Horizonte vender umas cabeças de gado.

Chegando lá, foi direto para um barzinho da moda. Sentou numa mesa discreta no fundo e passou a observar calmamente as meninas que chegavam.

Eis que de repente uma loira maravilhosa senta a cinco mesas de distância.

Sem titubear,ele escreveu um bilhete num pedaço de papel e pediu uma garrafa do vinho mais caro da casa,para o garçom entregar à loira.

Ela leu:

“Moça,sô um homi bão, trabaidô e queria levar ocê pra passeá comigo. Te darei muitos presentes. Sô da roça, mas tenho bom gosto. Aceite esta garrafa de vinho. É du bão”.

A loira olhou para o Mineirim, e respondeu o bilhete:

“Para sair com uma pessoa assim,só se você tivesse uma Ranger na garagem, 500 cabeças de gado e pelo menos 25 cm dentro da calça”.

O Mineirim recebeu o bilhete e respondeu, chateado:

“Moça,posso vendê minha Mitsubish L200,o BMW,a Mercedes Beinz,a Hilux, e ficá só com a Ranger. Posso também doá 14.500 boi dos 15.000 que eu tenho e só ficá cum 500. Mesmo tendo gostado muito de ocê, devolve minha garrafa de vinho. Cortá 5 cm du meu bilau, nem pensá!”



12)O mineirinho acompanha a esposa ao ginecologista,que faz o diagnóstico:

- Meu senhor, sua esposa está precisando de verdura, ferro e cálcio.

E o mineirinho:

- Uai,dotô...Ver dura,ela tá sempre veno.Ferro,leva quastodia.Agora, se o senhor pudé colocá um cárcio, eu agardeço, pruque ela tá meiforgada memo.



13)Quatro pacientes estão reunidos na sala, com o seu terapeuta, que pede que se apresentem, digam de onde vieram,quais são suas atividades e comentem porque as exercem.

- Me chamo Francisco.Sou paulista,e médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.

- Me chamo Ângelo.Sou gaúcho,e arquiteto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.

-Meu nome é Maria.Sou carioca e uma advogada lésbica.Sou advogada porque gosto de ajudar a fazer justiça, e lésbica porque adoro peitos e bundas femininas, e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

- Sô Tunico,nasci nas Minas Gerais e inté gorinha achava qui era pedrêro, mais cabei de discubrí qui sô é lésbico.



14)Dois cumpadre de Berlândia tavam bem sossegadim fumando seus respectivo cigarrim de paia e proseano:

-Cumpadre,u quê quiocê acha desse negóço de nudez?

- Acho bão,sô!

- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?

- Uai! É mió nudês do que nunosso, némesss?



15)O cumpadi,há muito tempo de olho na cumadi,e sabendo que ela também estava de zói cumpridin nele, aproveitô a ausência do amigo,que tinha viajado, e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa...

Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós.Falaram sobre o tempo:

- Será qui chove?

- Pois é...

Ficou um grande silêncio. Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:

- Cumadi...Quequi ocê acha: trepemo ou tomemo um café?

- Ah, cumpadi,cê mi pegô sem pó...



16)Uma mulher estava esperando o trem na estação ferroviária de Varginha, quando sentiu uma vontade de ir urgentemente ao banheiro. Foi.

Quando voltou, o trem já tinha partido. Ela começou a chorar.

Nesse momento, chegou um mineiro, compadeceu-se dela e perguntou:

- Purcaus diquê qui a sinhora tá chorano?

- É que eu fui urinar e o trem partiu...

- Uai, dona! Por caus dissu num precisa chorá não...tenho certeza bissoluta qui a sinhora já nasceu quêsse trem partido.



17)- Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss?

- Num gosta di pescá...

- Num gosta di futebor...

- Num sabi contá piada...

- Num toma umas pinguinha...

- Óia,cumpadi....si num tivesse xoxota, eu nem cumprimentava.


18) O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.

Ele chama:

- Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafèzinho aqui pra visita!

- Mas que nome engraçado tem esse menino! É seu parente?

- É meu neto. Eu chamo ele assim porque mandei a minha fia estudá em Belzonte e ela vortô cum ele!



19)O amigo chega pro Carzeduardo e fala:

- Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.

- Magina!! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.

- Carzeduardo! Toda veiz qui ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.

- Duvido! Ele não teria corage.

- Mais teve! Pode confiri.

Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta.

Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage.

Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve.

E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:

- Foi terrive di vê! Ele jogou ela na cama, tirou a brusa....e os peito caiu....tirou a carcinha...e a barriga e a bunda dispencaro... tirou as meia...e apariceu aquelas varizaiada toda, as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda- roupa, cas mãos norosto, pensava:

“Ai...qui vergonha que tô do Arcide!”



20)Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte
para os finalmentes.

Durante a transa, ela fica louca e começa a gritar:

-Once more, once more, once more.....(Tradução de “Once more”: “Mais uma vez”)

E o mineirinho responde, desesperado:

-Beraba,Beraba,Beraba...



21)Zé Miguilim comenta com sua esposa, a Bastiana:

- Muié, ricebi uma intimação da Receita Federar. Caí na máia fina! Ocê acha que devo comparecê à odiência com o fiscár, de botas e carça de sirviço, pra parecê mais simpres, ou de rôpa de sair, pra passá uma imagi de seriedade?

- Home, vou dizê a mema coisa que minha mãe me disse quando preguntei prela se devia di usá carcinha de renda ou de seda, na noite de núpcias.

- E que foi que sua mãe falô?

- Tanto faz! Ele vai te fudê... de quarquer jeito.




22)Após bater no carro de um mineirin, o Gringo desce do carro e fala gentilmente:

-Hello!

E o Mineirin,muito puto, responde:

-Relô um carai!Massô foi tudo,sô!


23)Um mineiro vai ao médico, depois de ter estado doente um tempão. O médico, depois de um exame detalhado, olha nos olhos dele e diz:

- Tenho más notícias... Você está com câncer incurável. Eu lhe dou de duas a quatro semanas de vida.

Na sala de espera, ele encontra seu filho, que estava o aguardando, e diz:

- Estou com câncer e tenho pouco tempo de vida. Vamos ao bar tomar umas cervejas, para aliviar.

Depois de alguns copos eles estão um pouco mais alegres. Vêm as risadas, as gargalhadas, e mais cerveja. Uns amigos chegam e perguntam o motivo daquela alegria toda. O mineiro repete a história da comemoração, dizendo que está com Aids.

Os amigos ficam consternados e acabam tomando cerveja também.

No momento em que está perto do doente, o filho diz ao ouvido dele:

- Pai! Você disse pra mim que estava com câncer, mas pra eles você disse que está com Aids.

O mineiro olha discretamente em volta antes de responder baixinho:

- Eu estou com câncer mesmo, filho...Eu só não quero é esse pessoal comendo a tua mãe depois que eu morrer.




24)O fazendeiro novo na região chega na beira do rio com sua criação de vacas, e pergunta para o menino que está em cima da cerca:

- Esse rio é fundo, menino?

- Bão,a criação do meu pai passa com a água no peito

Então, o fazendeiro passa sua criação e,lá pelo meio do rio,todas as vacas se afogam.


Desesperado,ele pergunta para o menino:

- Porra!Seu pai cria o quê, moleque fio da puta?

- PATO,uai!